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Futebol

Caio mostra que sabe jogar, mas tenta se livrar da timidez

Arquivo Geral

05/07/2007 0h00

Aos 22 anos de idade, o meia Caio vive o melhor momento da carreira. Depois de passar por clubes como Guarani, Barueri e Internacional, o jogador aproveitou os vários desfalques do Palmeiras para finalmente conseguir uma seqüência de jogos e, com isso, ganhar seu espaço dentro da equipe alviverde.

“Sinto-me em um ótimo momento. Os companheiros estão me dando moral, o professor Caio Júnior está me dando confiança, me dando oportunidade, e isso é importante para mim. Estou procurando entrar tranqüilo nas partidas e fazer meu papel lá na frente, dando o máximo para ajudar o Palmeiras”, comenta.

No atual esquema com três zagueiros e três volantes, Caio vem fazendo dupla com o atacante Luís na frente. Segundo o treinador palmeirense, esse posicionamento facilita para que o jogador possa fazer um melhor proveito dos chutes e dribles, suas principais características.

“Eu comecei a carreira como atacante, depois fui recuado para a meia e perdi um pouco as manhas do ataque. Mas não tem problema. Gosto de atuar mais na frente porque fico mais perto do gol e preciso marcar apenas as saídas dos zagueiros. Só não gosto muito de jogar de costas para o gol”, conta.

O camisa 16 lembra que as conversas que teve com Caio Júnior estão sendo fundamentais para o sucesso. “Já consegui corrigir o excesso de firulas e também a marcação, além de chutar mais a gol. Agora o professor tem pedido para que eu entre mais na área quando o time ataca pelas alas”, revela.

Para Caio, mais difícil do que encontrar o espaço dentro da equipe palmeirense tem sido se livrar da timidez. O jogador ainda não está acostumado com o assédio da mídia e costuma dar respostas curtas, quase sempre olhando para o chão. “O pessoal até brinca que às vezes eu preciso pegar no tranco”, sorri.

“É que eu sou muito tímido, não gosto muito de falar nem quando estou treinando, na concentração. Mas eu já mudei um pouco e preciso mudar muito ainda. O professor vem me conversando comigo sobre isso e também venho freqüentando um psicólogo”, diz.

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