Conquistar uma vaga na Libertadores da América de 2008 e, de quebra, ver o Paraná Clube, time que o projetou no cenário nacional como treinador, livre do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Esse é o desejo de Caio Júnior, comandante do Palmeiras.
Mesmo frisando que o lado profissional fala mais alto desde que iniciou sua carreira como jogador de futebol no Grêmio, aos 15 anos de idade, o treinador palmeirense não conseguiu negar que sente um carinho especial pelo Paraná, adversário deste sábado, no Palestra Itália.
Apesar de disposto a somar três pontos no confronto contra o ex-clube, fundamentais para a volta ao G-4, Caio Júnior não quer ver o Tricolor de Curitiba na Segundona em 2008.
“Desde que comecei como jogador no Grêmio deixei de lado essa questão da paixão, mas acho bem possível o Palmeiras se classificar para a Libertadores e o Paraná não cair. Esse é o meu desejo”, discursou Caio Júnior, explicando, na seqüência, o motivo que o leva a confiar na permanência paranaense na elite:
“No Campeonato Brasileiro de 2002, peguei o time na última colocação, em situação bem pior do que a atual, e o Paraná escapou. Acho que o confronto deste sábado não será decisivo para um nem para o outro”, opinou.
Questionado sobre o que teria causado uma mudança tão drástica na campanha paranista da última temporada para a atual, Caio Júnior recorreu ao velho jargão adotado em sua primeira coletiva da semana.
“Para mim, o que é público e notório é que eu comecei e terminei o ano à frente do time, enquanto nesta temporada o Paraná já teve quatro treinadores, exatamente o contrário do que aconteceu com o Palmeiras em 2006. Essa é a diferença”, concluiu.