No corre-corre para os preparativos do casamento, há um ano, a jornalista Roberta Sousa foi surpreendida por uma alergia que se espalhava pelo corpo sem motivo aparente. Após várias idas a clínicas especializadas, foi constatado que o problema não estava relacionado a nenhum tipo de alimento e sim a fortes emoções. Ciente disso, a brasiliense soube controlar o incômodo até o fatídico confronto entre Brasil e Chile, no último sábado.
“Acho que o País inteiro sofreu com aquele jogo. Quando terminou, comecei a ver o meu corpo empolar e corri para o hospital no dia seguinte”, recorda. Antes de descobrir as causas da doença, ela deu entrada em pronto-socorros ao sentir a garganta se fechar devido a alergia.
“Fiquei com medo que acontecesse de novo. Mas deu para reverter e o médico me passou calmante e antialérgico”, disse ao mostrar as fortes manchas vermelhas nas coxas. Na estante da sala, Roberta apontava as várias cartelas de remédios. “Serão os meus companheiros para o próximo jogo. Não quero outro susto assim”, espera.
Na base do maracujá
Aos 74 anos, Siderval Pimentel tem todos os traços do típico vovô gente boa. Cabelos brancos, sorriso fácil e muita teimosia. O último adjetivo do motorista, no entanto, quase o matou no último sábado e nem a insistência da família conseguiu levá-lo ao hospital.
“Ele ficou quieto de repente e começou a reclamar. Todos ficamos desesperados”, conta a esposa Maria Jesulice enquanto Siderval tentava explicar o que aconteceu.
“Comecei a sentir a pressão baixar uma pressão muito forte. Tinha vontade de chorar, mas nem isso consegui fazer”, disse o motorista. Ele sofre com problemas de pressão e não foi ao hospital no dia. No entanto, por insistência da esposa, marcou um check up para a semana que vem.
No próximo jogo do Brasil contra a Colômbia, Maria encontrou uma alternativa para não sofrer: “Comprei um saco de maracujá para ele beber o suco desde cedo”, garante.