O Brasiliense tinha uma chance de ouro para conseguir a vaga antecipada na segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Entretanto, o nervosismo impediu os donos da casa de carimbarem o passaporte para o mata-mata ao empatar por 1 x 1, no Serejão.
Para se ter uma ideia da falta de tranquilidade das duas equipes, na jogada do gol da Anapolina, o goleiro Edson subiu mal no cruzamento e viu Rafhael Luz marcar o primeiro da partida. Pouco depois, o atacante Rodrigo, artilheiro do Jacaré com quatro gols, foi expulso com 14 minutos.
Depois da expulsão do homem de frente, o jogo ficou ainda mais ríspido. O Brasiliense, que precisava de uma vitória por qualquer placar para conquistar a vaga na segunda fase, se preocupava mais em pressionar a arbitragem do que buscar o gol de empate.
Ele, porém, não demorou a vir. Baiano, com cobrança perfeita de falta, deu números finais ao jogo, ainda no primeiro tempo.
Mais briga que futebol
No segundo tempo, o Brasiliense criou muito mais oportunidades do que a Anapolina. Os donos da casa, entretanto, não conseguiram colocar a bola para dentro da rede.
A dura marcação dos jogadores da Anapolina no embate deixou irritados alguns jogadores. Um deles foi Zé Roberto, um dos “alvos” dos defensores rivais.
“Eu, quando entro em campo, entro para jogar futebol. Acho que ninguém gosta de apanhar. Não quero que ninguém pense que a gente vai ficar apanhando e vai gostar. Só ficamos irritados porque o árbitro está lá para deixar o espetáculo rolar. Em algumas vezes eu cheguei em jogadas perigosas, que podia ser chances de gol”, reclamou.
Arbitragem vira alvo das justificativas
Após a partida, jogadores e comissão técnica do Brasiliense deixaram o gramado visivelmente irritados com a atuação do árbitro Luciano Oliveira dos Santos, responsável por conduzir a partida.
Ainda no primeiro tempo, ele deu um cartão amarelo ao atacante Rodrigo por reclamação e o expulsou um minuto depois, ao constatar que o jogador dominou a bola usando a mão.
Segundo os membros do Brasiliense, o juiz usou critérios diferentes para as infrações das equipes, algo que prejudicou o time candango. “Sem dúvidas, faltou critério para a arbitragem. Nosso jogador errou e foi expulso, com justiça. Essa falta de critério nos prejudicou muito. O Dinei fez a mesma coisa (dominou a bola com a mão quando já tinha cartão amarelo) e não foi expulso”, declarou o técnico Marcos Soares.
O meia Zé Roberto, mais uma vez um dos destaques do Brasiliense na partida, adotou discurso semelhante ao do comandante do Jacaré. “O que está acontecendo é que são dois pesos e medidas diferentes. A gente não quer ser ajudado. O que queremos é que os critérios sejam os mesmos tanto para o Brasiliense, quanto para o time adversário”, esbravejou o experiente meia do Brasiliense. “O árbitro foi bem rigoroso com o Rodrigo e não usou o mesmo critério com o jogador da Anapolina. A gente com um a menos conseguiu ser dono do jogo. Só queremos que o critério usado seja igual”, continuou o veterano.