Após o inédito título da Copa Verde, conquistado na última segunda-feira sobre o Paysandu, outro jogo começou fora de campo para o Brasília: o de empurra-empurra entre torcedores para adquirir uma camisa do Colorado.
Estudante de jornalismo e adepto do futebol local, João Pedro dirigiu-se à autorizada do clube e surpreendeu-se com o “cadastro reserva” que teve de preencher para conseguir o manto.
“Cheguei lá e a vendedora falou que ia esperar até sexta (amanhã) porque eles venderam mais de duas mil camisas só nesta semana”, explica.
Relutante, ele pagou o valor de R$ 79,90 pela camisa, mas reclamou do fato de ter que retornar ao local para buscá-la. “São duas viagens”, lamenta. Morador da Asa Norte, o jovem terá que percorrer uma “Asa” inteira até a loja da Pirma, que fica na 513 Sul.
Alberto Mohamed, diretor da loja da 513, afirma que a procura pelo produto aumentou significativamente. A partir de segunda-feira, os estabelecimentos vão estar com o estoque em dia.
O número solicitado aos fabricantes para suprir o mercado – 100 volumes para as três lojas (Asa Sul, Águas Claras e Riacho Fundo I) -, no entanto, é inferior à procura dos torcedores.
“O problema é esse. A gente não pode pedir um número grande (de camisas) e ficar com elas estocadas na loja. Se conseguirmos preencher mais um cadastro reserva, faremos outro lote de camisas”, garante Mohamed.
Ao contrário
No escritório do próprio clube (Setor Comercial Norte), que também vende a camisa, mas não é tão divulgado, pouco mais de 500 mantos vermelhos foram vendidos no dia da final da Copa Verde. Há uniformes à venda no local.
Quem quiser adquirir o material precisa correr, pois o clube deseja acabar com o estoque até as finais do Campeonato Candango, entre 10 e 15 de maio – isso somente se o clube avançar à decisão. Precisa antes passar pelo Brasiliense.