Altieres Losan
Especial para o Jornal de Brasília
A humilhação para a Alemanha ficou para trás. Esse é o pensamento de aproximadamente mil pessoas que estiveram no último treino da seleção brasileira na Granja Comary, ontem, para incentivar.
Em Brasília, local da disputa de terceiro lugar contra a Holanda, hoje, às 17h, não foi tão diferente. Em volta do hotel onde a seleção se hospedou, aproximadamente 200 pessoas estavam presentes com camisas, cartazes e cantando o famoso “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.
A servidora pública Aldair Pereira, de 50 anos, era uma das que estavam por lá. Ela e toda a família usavam camisas da seleção e perucas. “Viemos para mostrar apoio. A seleção não é nossa só nas vitórias. É como um casamento e não adianta pedir divórcio”, brincou. Ela, porém, não acreditava muito na vitória brasileira. “Vai ser um jogo tão difícil quando aquele”, ponderou. “Vamos ser otimistas. Vai ser 3 x 2 para o Brasil”.
Já a motivação de Marina Rito, de 16 anos, e Ana Carolina Ramos, de 17, eram um pouco diferentes. Além do apoio aos atletas, Marina disse ter ido para realizar um desenho bem peculiar: “Vim para ver o David Luiz. Meu sonho é tocar o cabelo dele”, disse, empolgada.
Segundo ela, a cena do zagueiro chorando e pedindo desculpas foi muito triste, o que a motivou a ir ao hotel. “Vi que eles precisavam de apoio depois daquilo. O emocional deles está muito ruim, então precisávamos apoiar”.
Mesmo com o apoio, Marina não acredita em jogo fácil para a seleção. “Teremos um jogo muito equilibrado, mas se os jogadores conseguirem se recuperar dessa derrota, acho que poderemos vencer.”
Indiferença
Nem todos, no entanto, estão otimistas. Muitos torcedores da Capital não acreditam nem sequer que o jogo sirva de consolo. Mesmo assim, o Mané Garrincha espera casa cheia para a despedida da seleção.