Em duelo marcado por provocações de ambos os lados, o Brasil encara os Estados Unidos nesta quinta-feira, às 9 horas de Brasília, na cidade chinesa de Hangzhou, buscando pela primeira vez alcançar a final da Copa do Mundo feminina. Após quatro edições, o melhor resultado do time canarinho foi um terceiro lugar no Mundial de 1999.
Para quebrar este incômodo tabu, as brasileiras têm pela frente as atuais campeãs olímpicas e duas vezes campeãs mundiais (1991 e 1999). Não bastasse a tradição, as norte-americanas ostentam um retrospecto altamente favorável contra as rivais desta semifinal: em 22 jogos, foram 18 vitórias dos EUA, três empates e apenas uma derrota.
Destes resultados negativos, o que mais deixou marcas na seleção brasileira foi a derrota na final das Olimpíadas de Atenas, em 2004. Com uma arbitragem polêmica, os Estados Unidos bateram o Brasil por 2 x 1 e ficaram com a medalha de ouro. Com isso, as brasileiras têm agora, pouco mais de três anos após o frustrante vice-campeonato, a chance da revanche e de devolver o resultado.
“Está na hora de vencer. Por enquanto só jogamos e perdemos. Uma hora isso tem que mudar”, comentou a atacante Cristiane, autora do gol que classificou o Brasil na vitória por 3 x 2 contra a Austrália nas quartas-de-final da Copa, no último domingo.
“Já tivemos a chance de vencer nas Olimpíadas. Foi um jogo emocionante. Mas a sorte estava do lado delas naquele dia. Temos que jogar com raça para vencer. A técnica está do nosso lado”, completou Marta, artilheira do torneio com cinco gols ao lado da norueguesa Guldbradsen.
Além do clima de revanche, o técnico Greg Ryan deu declarações que colocaram ainda mais fogo no jogo desta quinta-feira. Segundo o comandante norte-americano, as brasileiras praticaram um futebol violento no último encontro entre as duas seleções, em amistoso em Nova York, há cerca de três meses, em que o Brasil acabou derrotado por 2 x 0, gols de Lilly e Wambach.
“Tivemos um amistoso com o Brasil, há alguns meses antes do Mundial, e não gostei nada. As brasileiras não vieram jogar futebol. Se preocupavam em chutar minhas atletas por trás, disputavam bolas de maneira violenta. Fizeram tudo, menos jogar futebol”, disparou Ryan, na última segunda-feira. “Tínhamos controle das ações, e elas só pensavam em destruir, o que me surpreendeu. As brasileiras queriam quebrar nosso ritmo à qualquer custo. Queriam nos parar, machucando nossas atletas. Peço para que a Fifa nos coloque uma árbitra bem rigorosa e que saiba bem a diferença entre uma falta maldosa, e uma dividida justa e forte”, completou.
A zagueira reserva Mônica, no entanto, não demorou para responder as críticas do técnico norte-americano. “No amistoso de junho, a nossa marcação foi firme. Elas estão falando isso porque antes não marcávamos assim e deixávamos elas jogarem. Marcamos forte, mas as norte-americanas, sim, são desleais”, acusou a jogadora.
“Nossa pegada é assim e não vamos mudar. Jogamos com técnica, mas também com raça. Elas falaram isso porque estão preocupadas com a gente. Elas preferiam jogar contra a Alemanha”, completou Mônica. A Alemanha acabou enfrentando a Noruega na semifinal e, com uma vitória por 3 x 0 na manhã desta quarta-feira, garantiu uma vaga na final do próximo domingo, em Xangai, às 9h de Brasília.
Para o difícil confronto na semi, o técnico Jorge Barcellos deverá mandar a campo a mesma equipe que venceu a Austrália nas quartas. A zagueira Tânia, que sentiu dores no ombro após o jogo, foi liberada pelos médicos e está confirmada. “Não me preocupo com o adversário. Minha única preocupação é que a minha equipe jogue bem. Não estou pensando em vingança e espero que possamos fazer um bom espetáculo em campo”, disse o treinador brasileiro.
Pelo lado dos EUA, a principal aposta é a atacante Abby Wambach, artilheira do time na competição com quatro gols. A jogadora nunca perdeu para o Brasil e, de quebra, marcou cinco tentos nos últimos quatro jogos contra a seleção.
Contra o Brasil, o técnico Ryan fará apenas uma alteração em relação à a equipe que passou pelas quartas-de-final com uma fácil vitória por 3 x 0 sobre a Inglaterra, no ultimo sábado. Titular nas quatro partidas dos Estados Unidos na Copa, a goleira Hope Solo dará lugar à veterana Briana Scurry. “A maneira como as brasileiras jogam em termos de criação de jogadas, com rapidez, exige reações muito rápidas das goleiras. Eu acho que Brian é a melhor goleira do mundo para este tipo de situação”, justificou o treinador.
“Espero que esta seja uma partida bem disputada, como a que fizemos em junho. Naquela ocasião, Marta não jogou, e ela é uma das melhores jogadoras do mundo. Sua presença em campo fará com que as nossas rivais sejam muito mais perigosas ofensivamente”, concluiu Ryan, não poupando elogios à atacante brasileira.
FICHA TÉCNICA – BRASIL X ESTADOS UNIDOS
Local: Hangzhou Dragon Stadium, em Hangzhou (China)
Data: 27 de setembro de 2007, quinta-feira
Horário: 9 horas (de Brasília)
Árbitra: Nicole Petignat (Suíça)
BRASIL: Andréia; Elaine, Tânia, Aline e Maycon; Renata Costa, Ester, Formiga e Daniela Alves; Marta e Cristiane
Técnico: Jorge Barcellos
ESTADOS UNIDOS: Scurry; Osborne, Rampone, Whitehill e Lopez; Markgraf, Chalupny, O’Reilly e Boxx; Wambach e Lilly
Técnico: Greg Ryan
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Destes resultados negativos, o que mais deixou marcas na seleção brasileira foi a derrota na final das Olimpíadas de Atenas, em 2004. Com uma arbitragem polêmica, os Estados Unidos bateram o Brasil por 2 x 1 e ficaram com a medalha de ouro. Com isso, as brasileiras têm agora, pouco mais de três anos após o frustrante vice-campeonato, a chance da revanche e de devolver o resultado.
“Está na hora de vencer. Por enquanto só jogamos e perdemos. Uma hora isso tem que mudar”, comentou a atacante Cristiane, autora do gol que classificou o Brasil na vitória por 3 x 2 contra a Austrália nas quartas-de-final da Copa, no último domingo.
“Já tivemos a chance de vencer nas Olimpíadas. Foi um jogo emocionante. Mas a sorte estava do lado delas naquele dia. Temos que jogar com raça para vencer. A técnica está do nosso lado”, completou Marta, artilheira do torneio com cinco gols ao lado da norueguesa Guldbradsen.
Além do clima de revanche, o técnico Greg Ryan deu declarações que colocaram ainda mais fogo no jogo desta quinta-feira. Segundo o comandante norte-americano, as brasileiras praticaram um futebol violento no último encontro entre as duas seleções, em amistoso em Nova York, há cerca de três meses, em que o Brasil acabou derrotado por 2 x 0, gols de Lilly e Wambach.
“Tivemos um amistoso com o Brasil, há alguns meses antes do Mundial, e não gostei nada. As brasileiras não vieram jogar futebol. Se preocupavam em chutar minhas atletas por trás, disputavam bolas de maneira violenta. Fizeram tudo, menos jogar futebol”, disparou Ryan, na última segunda-feira. “Tínhamos controle das ações, e elas só pensavam em destruir, o que me surpreendeu. As brasileiras queriam quebrar nosso ritmo à qualquer custo. Queriam nos parar, machucando nossas atletas. Peço para que a Fifa nos coloque uma árbitra bem rigorosa e que saiba bem a diferença entre uma falta maldosa, e uma dividida justa e forte”, completou.
A zagueira reserva Mônica, no entanto, não demorou para responder as críticas do técnico norte-americano. “No amistoso de junho, a nossa marcação foi firme. Elas estão falando isso porque antes não marcávamos assim e deixávamos elas jogarem. Marcamos forte, mas as norte-americanas, sim, são desleais”, acusou a jogadora.
“Nossa pegada é assim e não vamos mudar. Jogamos com técnica, mas também com raça. Elas falaram isso porque estão preocupadas com a gente. Elas preferiam jogar contra a Alemanha”, completou Mônica. A Alemanha acabou enfrentando a Noruega na semifinal e, com uma vitória por 3 x 0 na manhã desta quarta-feira, garantiu uma vaga na final do próximo domingo, em Xangai, às 9h de Brasília.
Para o difícil confronto na semi, o técnico Jorge Barcellos deverá mandar a campo a mesma equipe que venceu a Austrália nas quartas. A zagueira Tânia, que sentiu dores no ombro após o jogo, foi liberada pelos médicos e está confirmada. “Não me preocupo com o adversário. Minha única preocupação é que a minha equipe jogue bem. Não estou pensando em vingança e espero que possamos fazer um bom espetáculo em campo”, disse o treinador brasileiro.
Pelo lado dos EUA, a principal aposta é a atacante Abby Wambach, artilheira do time na competição com quatro gols. A jogadora nunca perdeu para o Brasil e, de quebra, marcou cinco tentos nos últimos quatro jogos contra a seleção.
Contra o Brasil, o técnico Ryan fará apenas uma alteração em relação à a equipe que passou pelas quartas-de-final com uma fácil vitória por 3 x 0 sobre a Inglaterra, no ultimo sábado. Titular nas quatro partidas dos Estados Unidos na Copa, a goleira Hope Solo dará lugar à veterana Briana Scurry. “A maneira como as brasileiras jogam em termos de criação de jogadas, com rapidez, exige reações muito rápidas das goleiras. Eu acho que Brian é a melhor goleira do mundo para este tipo de situação”, justificou o treinador.
“Espero que esta seja uma partida bem disputada, como a que fizemos em junho. Naquela ocasião, Marta não jogou, e ela é uma das melhores jogadoras do mundo. Sua presença em campo fará com que as nossas rivais sejam muito mais perigosas ofensivamente”, concluiu Ryan, não poupando elogios à atacante brasileira.
FICHA TÉCNICA – BRASIL X ESTADOS UNIDOS
Local: Hangzhou Dragon Stadium, em Hangzhou (China)
Data: 27 de setembro de 2007, quinta-feira
Horário: 9 horas (de Brasília)
Árbitra: Nicole Petignat (Suíça)
BRASIL: Andréia; Elaine, Tânia, Aline e Maycon; Renata Costa, Ester, Formiga e Daniela Alves; Marta e Cristiane
Técnico: Jorge Barcellos
ESTADOS UNIDOS: Scurry; Osborne, Rampone, Whitehill e Lopez; Markgraf, Chalupny, O’Reilly e Boxx; Wambach e Lilly
Técnico: Greg Ryan