O Santos tem a segunda melhor defesa do Campeonato Brasileiro, levou apenas oito gols em 14 jogos, mas tem sofrido com a bola aérea nas últimas partidas. Contra o Internacional, Rafael Moura aproveitou o vacilo da defesa em cobrança de falta e decidiu o jogo. O detalhe é que o Peixe tinha um jogador a mais e mesmo assim não evitou o gol.
Após isso, os reservas do alvinegro sofreram dois gols do camaronês Joel, no primeiro duelo contra o Londrina. Em ambos, o atacante era o único jogador adversário a ser marcado, dentro da área. E o último foi mais doloroso ainda. Gil subiu praticamente sozinho para decretar a derrota santista em plena Vila Belmiro, após cobrança de escanteio, no fim do clássico do último domingo.
“Eu tentei todos os recursos do meu alcance. Fiz audiovisual, conversei com eles, fizemos o treinamento para tentar reparar”, desabafou Oswaldo de Oliveira, nesta quarta-feira, após comandar um treino no CT Rei Pelé.
O técnico santista realmente é muito exigente nos treinamentos e sempre exercita o trabalho de bola parada, tanto de ataque, quanto de defesa. Pesa contra o Peixe o fato da zaga ter sofrido muitas alterações nesta temporada.
No início do ano, Edu Dracena e Gustavo Henrique formavam a dupla titular. Após os dois lesionarem os joelhos, Jubal e Neto assumiram as vagas, que viria novamente a ser alterada com a entrada de David Bráz no lugar de Jubal. Porém, Neto também acabou se machucando e deu oportunidade para Bruno Uvini entrar no time.
Nesta quinta-feira, Bruno Uvini é desfalque em função de um entorse no tornozelo esquerdo e Jubal voltará a fazer parceria com David Bráz, porém, por pouco tempo. Já que o David está suspenso no Brasileirão e não encara o Cruzeiro no próximo domingo. A tendência é que Edu Dracena volte a ser utilizado após sete meses. Aliás, o retorno do zagueiro e capitão do time é aguardado com ansiedade por Oswaldo de Oliveira, que vê a técnica e a experiência de Dracena como fundamentais.