Kiara Mila Oliveira
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A maioria era composta por brasileirosque torciam pela Holanda como se fosse a seleção do Brasil. Mesmo assim, em um espaço próprio para assistir ao jogo, no Brasília Shopping, com direito a telão de LED e miniarquibancada, o grito argentino foi o mais forte.
“Todos aqui queriam a Holanda na final, mas a minha Argentina passou. Queria muito ir ao Rio de Janeiro, mas não estava nos planos. Não imaginava que chegaríamos tão longe”, disse Fiorela Alimena, natural de Córdoba.
Além dos nascidos no país vizinho, a torcida humilde alviceleste pôde contar com o apoio de alguns brasileiros também. Com a camisa 10 do craque Lionel Messi, Pedro Martins comemorava com afinco cada gol de pênalti ao final do confronto.
“Amo esse time e o Messi ajudou muito na minha escolha. Não gosto do Brasil e se o Messi fosse brasileiro acho que não torceria pela seleção brasileira não”, afirma o estudante de 18 anos.
Vingança
Enquanto de um lado faltava patriotismo, do outro sobrava para dar e vender. Único brasileiro com a camisa verde e amarela no shopping, Hobert George não se intimidou na escolha da vestimenta e garante não ter ouvido nenhuma brincadeira no caminho de casa para o shopping, localizado na Asa Norte.
Na arquibancada improvisada do lugar, ele escolheu a Argentina para torcer, mas o motivo da escolha tem outra finalidade.
“Quero que ela passe para pegar a Alemanha e sofrer sete gols assim como a gente sofreu. Queria um jogo com o Brasil aqui, mas também quero que a Argentina perca na final”, espera.