O atacante Araújo, do Cruzeiro, viaja nesta quarta-feira para o Catar, onde fará exames médicos e assinará dois anos de contrato com o Al-Gharafa, equipe dirigida pelo técnico brasileiro Marcos Paquetá. Nesta manhã, o jogador lamentou deixar a Raposa, mas lembrou que a negociação foi boa tanto para o clube quanto para ele.
“Estou com o coração apertado em deixar o Cruzeiro neste momento, mas a negociação foi excelente, tanto para mim quanto para o clube. Sempre deixei claro que só negociaria a partir do momento que o Cruzeiro aceitasse os termos propostos”, disse o atacante, artilheiro do Campeonato Mineiro de 2006 com 11 gols.
“Vou levar comigo apenas boas recordações. Fiz amigos e recebi muito carinho por parte dos torcedores. Infelizmente não consegui conquistar um título, que era meu principal objetivo quando fui contratado. Participei pouco da conquista do Campeonato Mineiro do ano passado e estivemos próximos este ano, mas infelizmente não foi possível. Quem sabe não volto para cumprir essa meta”, completou.
Araújo também agradeceu o apoio recebido durante o tratamento de uma lesão que o afastou dos gramados em boa parte da última temporada. “Poderia ter acontecido em qualquer clube, foi uma fatalidade. Aquele momento difícil foi superado graças ao apoio que recebi dos companheiros e dos profissionais do Cruzeiro”.
Sobre suas expectativas em relação à nova equipe, o atacante considera a presença do treinador Marcos Paquetá muito positiva para sua adaptação. “Procurei informações sobre o clube e o futebol do Catar. Além disso, o time é dirigido pelo Marcos Paquetá, um treinador vitorioso e que até já dirigiu seleção na Copa do Mundo. Será importante para minha adaptação ter um treinador que fala meu idioma e sabe minha maneira de atuar”, encerrou.
Os valores da negociação ainda não foram divulgados oficialmente, mas especula-se que o clube do Catar pagou cinco milhões para tirá-lo do Cruzeiro, que ficaria com 50% da quantia.