“Trouxemos guacamole para, literalmente, comer os mexicanos”, brincou a embaixatriz holandesa, Katarina Rade, apontando para a comida típica do rival das oitavas de final. Ao lado, num cinema improvisado, mais de 30 estrangeiros esqueciam a mesa farta para se concentrar nas unhas roídas enquanto a Holanda era eliminada.
Embora o comentário sobre o sofrimento dos brasileiros no duelo com o Chile predominasse entre os holandeses, mal sabiam eles que seus corações também deveriam se preparar para as emoções da tarde de ontem.
Após o primeiro gol do elenco dos pés do meia Sneijder que rendeu o empate aos 40 do segundo tempo, a casa holandesa quase veio abaixo. “Não deixo de acreditar no time até que o juiz finalize a partida”, comemorou a professora Marle Smit.
O pênalti e a virada no placar só premiaram o grande otimismo de Marle e a classificação da seleção laranja às quartas de final. Ela e o noivo, Sander Werrie, já projetam as próximas dificuldades do time. “Brasil e Holanda (na final). Se a minha seleção não chegar lá, serei brasileiro de coração e alma.”
Herrera detona arbitragem
O técnico mexicano Miguel Herrera, 48, criticou duramente a arbitragem do português Pedro Proença após a eliminação do México para a Holanda no Castelão, pelas oitavas de final da Copa.
Herrera disse que o pênalti que resultou na eliminação mexicana – aos 48 minutos do segundo tempo – foi “inventado” e pediu a saída do árbitro da Copa do Mundo.
“Esse senhor tem que ir para casa, assim como nós também estamos indo. A decisão que ele tomou foi determinante para o resultado. Ele não pode mais apitar Copas do Mundo”, disse.
Herrera também afirmou que, dos quatro jogos disputados pelo México no Brasil, em ao menos três (contra Camarões, Croácia e Holanda) houve erros de arbitragem contrários ao país da América Central. Ele enumerou dois gols anulados contra os africanos, um pênalti não marcado contra os croatas e o pênalti sofrido por Robben já nos descontos das oitavas.
“Para que chamam árbitros sul-americanos, africanos ou asiáticos se na hora de um jogo que envolve um país europeu apita um árbitro do país confederado?”, questionou.