Apesar de a reunião entre os postulantes ao cargo de presidente do Corinthians ter terminado com a certeza de que não será lançada uma chapa única na eleição do próximo dia 9 de outubro, a trama pode ganhar novos capítulos em breve.
Paulo Garcia, candidato e principal defensor da união de forças para salvar o Corinthians, acredita que pode fazer Andrés Sanchez mudar de idéia e aceitar o conchavo com os demais concorrentes.
“Vou fazer de tudo para tentar convencer o grupo do Andrés a não ser tão radical, pois radicalismo é complicado. Em um momento como esse, temos que deixar a vaidade de lado”, pregou.
Questionado sobre qual seria seu candidato ideal no caso de um consenso, Paulo Garcia não citou nenhum dos concorrentes atuais: “O (Clodomil) Orsi, o (Rubens) Approbato, o Citadini, o (Alexandre) Husne. São vários, todos capacitados e com respeitabilidade”.
Já Osmar Stábile, que entrou para a reunião com a certeza de que concorreria ao pleito, deixou o Parque São Jorge com um ponto de interrogação na cabeça. Por isso, preferiu adiar o anúncio oficial de sua candidatura. “Na quarta-feira irei decidir se serei candidato ou apoiarei algum deles”, sintetizou.
Antoine Gebran, atual vice de Futebol, seguiu a mesma linha: “Vamos aguardar. Tenho a propensão de ser candidato, mas estou esperando a resposta de alguns conselheiros para ver como estará o meu apoio”.
Com tamanha indecisão, os dois únicos nomes confirmados para o pleito são os de Paulo Garcia e Andrés Sanchez. Além de Stábile e Gebran, correm por fora e podem aparecer como novos candidatos o ex-presidente Waldemar Pires, Antonio Roque Citadini e até Rubens Gomes, o Rubão.