Apesar de não ter balançado as redes no Campeonato Brasileiro e de estar fora da equipe titular há oito partidas, o meia Hugo ainda é o artilheiro do São Paulo em 2007. Ao todo foram oito gols, contra seis de Borges e Rogério Ceni.
Com a suspensão de Jorge Wagner, o atleta tem uma nova chance de sair jogando nesta quinta-feira, contra o Juventude. “Estava com muita saudade de iniciar uma partida. A última foi contra o Santos, já faz um tempo. Agora espero agarrar a oportunidade”, afirmou.
“A gente fica apreensivo acompanhando de fora, ainda mais porque eu fiquei três jogos suspenso [após xingar o árbitro Paulo César de Oliveira no clássico contra o Santos], mas tem que dar tempo ao tempo e se doar ao máximo quando há uma chance”, acrescentou.
O jejum de gols, que vem desde a semifinal do Campeonato Paulista contra o São Caetano, também incomoda. “Nem sei como vou comemorar se eu fizer gol. Acho que vou comemorar comigo mesmo, aliviado”, comentou, antes de ponderar: “Mas minha meta aqui nunca foi ser artilheiro, e sim conquistar títulos”.
Nesta volta à equipe titular, Hugo encontrará o Tricolor com um esquema diferente: em vez de três zagueiros, o time entrou em campo nas duas últimas partidas com apenas dois defensores e dois meias de armação. “Assim é melhor, porque jogando sozinho na meia você fica sobrecarregado. Eu preciso ficar me se deslocando para os dois lados do campo”, destacou.
O fato de retornar contra um adversário que está na zona do rebaixamento, porém, não deixa o atleta mais animado. “Enfrentar esse tipo de adversário é muito difícil porque eles vêm fechados e qualquer ponto que conquistarem é lucro. Temos que estar atentos porque todos os jogos são complicados”, discursou.
Hugo prega a tranqüilidade até fazer o primeiro gol, “quando o adversário acaba se soltando mais”. E completa: “Vencer esse jogo é muito importante porque depois temos dois adversários diretos “, afirmou, se referindo a Grêmio e Botafogo.