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Futebol

Apesar do desespero, jogadores do Remo negam pessimismo

Arquivo Geral

22/10/2007 0h00

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A situação do Remo na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro não poderia ser pior. Além de amargar a vice-lanterna, com remotas chances de se manter na segunda divisão, o clube conviveu nesta segunda-feira com os comentários de que o elenco poderia fazer uma greve em respostas ao não-pagamento de salários. A ameaça não se consolidou, mas a revolta ficou evidenciada nas frases do meia Andrezinho.

“Não houve reunião (para anunciar greve) alguma, mas estamos muito chateados com essa situação, que vem se agravando. Mas, em nenhum momento, resolvemos por não jogar. Nunca deixamos de trabalhar um dia sequer”, assegurou o jogador, que, depois, admitiu as dificuldades financeiras por que passa e a influência que este cenário tem nos maus resultados da equipe.

“Se disser que esse problema não influencia, estaria mentindo. Alguns jogadores sentem mais esse problema porque não têm de onde tirar. Também estou em dificuldades, mas tenho pessoas que me ajudam. Faz tempo que as reservas que estava guardando acabaram. Desde que renovei meu contrato, só recebi um mês de salário”, revelou o meia.

Porém, apesar da grave realidade azulina, Andrezinho, que deve receber uma chance diante do Santa Cruz neste sábado, ainda acredita na manutenção do Remo na Segundona e promete empenho. “Vamos nos desdobrar para salvar o Remo porque além de ruim para o clube é ruim também pra nosso currículo. Nossa situação vem se agravando, mas ainda acreditamos que podemos mudar isso”, declarou.

Na penúltima colocação da Série B há muitas rodadas, o Remo está com 29 pontos em 31 jogos. O São Caetano, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, tem dez pontos a mais que os paraenses, e restam apenas sete rodadas para o final da competição.

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