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Futebol

Apaixonado pelo San Lorenzo, Papa aplaude jogo de ‘seleção’ do Vaticano

Arquivo Geral

06/08/2014 13h08

Minutos depois do anúncio na Praça São Pedro, um dos símbolos do Vaticano, de que Jorge Mario Bergoglio seria o novo Papa, diversas fotos do pontífice com a camisa de seu clube do coração se espalharam pelas redes sociais. No dia 13 de março de 2013, o mundo soube que Francisco, nome escolhido pelo argentino, era fanático pelo San Lorenzo. O fato, porém, não influenciou apenas o time de Buenos Aires.

Com quase um ano e meio de papado, Bergoglio vem confirmando a hipótese que é um apaixonado por futebol. No final de 2013, quando o San Lorenzo voltou a vencer o Campeonato Argentino, afirmou estar muito feliz pelo título. Na surpreendente campanha da Libertadores deste ano, também recebeu o elenco de seu time do coração no Vaticano.

Nesta semana, Francisco usou sua paixão para dar segmento a uma ideia já elaborada com o seu antecessor, Bento XVI. Em um evento de caráter amistoso e beneficente, o Vaticano voltará a organizar uma seleção do país, com a participação de órgãos variados, como a Gendarmeria, a Guarda Suíça Pontifícia e a Secretaria de Estado, para disputar um amistoso contra os veteranos do Borussia Monchengladbach, na Alemanha.

De acordo com os organizadores da partida no próximo domingo, a formação de um time da Santa Sé teve que passar pela aprovação de Francisco, o que não representou muitas dificuldades. Em entrevista à Rádio do Vaticano, o monsenhor Guillermo Karcher revelou que o projeto vem sendo elaborado desde 2011 e ganhou ainda mais força com a eleição do pontífice 

“Isto é bonito. A continuidade. Quando o Papa Francisco soube, não fez outra coisa senão aplaudir a iniciativa. Conhecemos o seu espírito esportivo. Gostaria de sublinhar justamente esta continuidade: os dois Papas, viram de modo claro a importância do esporte. Um time composto por tantos jogadores excelentes, que representam o mundo vaticano”, explicou o monsenhor.

A expectativa fica, portanto, com relação ao desempenho do time Vaticano, que pretende apresentar resultados semelhantes ao clube de coração de Jorge Mario Bergoglio, desde que se tornou Papa Francisco. A partir de então, o San Lorenzo não passou a ter apenas um ilustre personagem: a data marcou a reestruturação de uma tradicional equipe que passava por uma fase muito ruim.

No ano anterior à escolha de Bergoglio, o San Lorenzo teve que disputar o playoff do rebaixamento da elite nacional, contra o modesto Instituto, conseguiu se salvar e passou a encarar uma realidade completamente distinta. No final de 2013, voltou às glórias e conquistou o Torneio Internacional do Campeonato Argentino, resultado que o qualificou à Copa Libertadores deste ano.

A boa fase continuou na competição continental. Após um início ruim, a equipe de Buenos Aires se recuperou ao longo da primeira fase e eliminou o Botafogo para chegar às oitavas. No confronto seguinte eliminou o Grêmio, confirmando o ‘status’ de algoz dos brasileiros nas quartas ao passar pelo Cruzeiro. A vitória sobre o Bolívar proporcionou a inédita vaga na Libertadores.

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