Roberto Wagner,
enviado especial
roberto.wagner@jornaldebrasilia.com.br
Cada um ao seu estilo, dos mais tímidos aos extravagantes, milhares de brasileiros foram ontem ao Estádio Mineirão dar o empurrão que a seleção precisava para avançar à final da Copa do Mundo. Entre eles estava o sorridente Sebastião Pereira, o “Tião da Bandeira”.
Aos 52 anos, ele decidiu acompanhar o time de Felipão pelas sedes do Mundial e o roteiro tem saído melhor do que imaginava. Munido de uma grande bandeira, de 8 x 11 metros, o publicitário recolhe assinaturas do povo e tem tido uma grata surpresa com a aceitação dos compatriotas.
Na véspera da partida decisiva para o Brasil, por exemplo, Tião afirmou ter colocado a bandeira no chão apenas para retirar a poeira acumulada da viagem, mas não teve jeito. “Era para isso, mas todos vieram assinar. Então, que assinem. Isso é muito bom. São 20 mil quilômetros rodando pelo Brasil e só tenho o que comemorar. São mais de 10 mil assinaturas recolhidas”, vibra.
carinho com o mimo
Enquanto falava com o Jornal de Brasília, ele não tirava o olho do objeto que trata com tanto carinho. Num pequeno descuido de seus ajudantes, ele interveio. “Não pode pisar de tênis, não pode!”, interrompeu Tião. Logo depois, explicou o carinho pelo mimo. “Tenho em minhas mãos o maior símbolo desta Copa do Mundo. E ele vai ficar guardado na minha casa, dentro do meu guarda-roupa. Tenho que zelar por ele.”