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Futebol

Amigo, fã, parente…Conheça os nove heróis

Arquivo Geral

28/02/2014 9h38

Arquibancada lotada, cantos a plenos pulmões e muita festa dos 80 mil torcedores em praticamente todas as partidas. Essa é a realidade do Borussia Dortmund, tradicional time da Alemanha. Tamanha festa, porém, é difícil ser mensurada por quem frequenta os estádios do Campeonato Candango.

Não bastasse o evento de baixa qualidade técnica, os horários escolhidos por dirigentes e compactuados pela Federação Brasiliense de Futebol (FBF), têm sido um espanto aos que gostam de assistir aos duelos in loco.

A última “ideia genial” ocorreu ontem.  Legião e Ceilandense se enfrentaram às 10h30, ignorando o horário letivo ou de trabalho. O resultado, no Bezerrão, é que as duas equipes fizeram um duelo para um “público recorde” de nove pagantes.

Durante o desenrolar do confronto, vencido pelo Ceilandense por 2 x 1, o Jornal de Brasília percorreu as esvaziadas arquibancadas e abordou todos os pagantes. Como era de se esperar, a maioria mantinha estreita relação com os jogadores das equipes. Havia parentes e amigos, além de curiosos.

A situação extrema fez com que, em menos de 20 minutos, o JBr. identificasse (veja quadro abaixo) e falasse com todos que reservaram a manhã ensolarada de quinta-feira para acompanhar a 8ª rodada do Campeonato Candango.

Era possível observar mais pessoas no estádio Bezerrão, porém todos eram dirigentes, jogadores não relacionados, técnicos de outras equipes e jornalistas. Ou seja, nenhum deles pagou ingresso. Eles ocupavam a parte superior da arquibancada.

Os empolgados

Aposentados e fãs de futebol, os senhores Severino Catão e José Garcia eram um dos poucos que não tinham ligação direta com os jogadores em campo. Ambos justificaram a ida ao estádio devido à falta do que fazer.

Apesar do público irrisório, a partida entre Legião e Ceilandense surpreendeu positivamente. Com um início melhor, o time do rock abriu o placar ainda no primeiro tempo. A vantagem, porém, foi destruída na segunda etapa, com um gol de falta de Marquinhos e outro de Da Leste. 

A derrota deixou o Legião na última colocação do campeonato, faltando três rodadas para o fim da primeira fase. Os dois últimos colocados cairão para a Segundona candanga. “Sabíamos que precisávamos ganhar, mas não deu. Agora, temos que vencer para tirar o Legião dessa situação”, comentou o atacante Acerola.

Em situação mais confortável, o técnico adversário, Alex Oliveira, pensa em classificação depois de deixar a lanterna. “Temos três partidas muito difíceis, mas sempre vou acreditar que conseguiremos a classificação”, afirmou.

Severino Catão

Torce para que time? 

 Aqui torço para o Gama. No Rio, para o Vasco. E, em São Paulo, para o Tricolor.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Sou aposentado e não tenho muito o que fazer. Como gosto de futebol, resolvi vir antes de almoçar e descansar.

 



José Garcia

Torce para que time? 

 Aqui torço para o Gama, mas também sou botafoguense.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Também sou aposentado. Meu amigo e eu gostamos de futebol e resolvemos vir assistir ao jogo. Esse horário é muito ruim, ninguém vem assistir.

 


Antônio Campelo

Torce para que time? 

 Sou cruzeirense.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Vim acompanhar meu filho. Ele é o Matheus, meia do Legião. Sempre quando ele vai jogar eu estou presente. Também já fui jogador e nós temos muito orgulho de ele estar aí.



Laércio Fernando

Torce para que time? 

 Sou torcedor do Vasco.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Vim dar uma força para o time

 do meu amigo, o Ceilandense. 

Ele é o Pão de Queijo, está suspenso, mas tenho que dar 

essa força para que a equipe dele se classifique.


Felipe Cordeiro

Torce para que time? 

 Sou torcedor do Vasco.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Também sou amigo do Pão de Queijo e vim para dar apoio a equipe dele. O jogo até que está bom, vim torcer porque este é um jogo decisivo para o time do amigo.

 

 

 


Miguel Romero 

Torce para que time? 

 Sou santista.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Alugo uma casa para o Genilson, meia do Legião. Daí ele disse que iria jogar e vim assistir. Li umas matérias que ele jogava bem, mas até agora nada. Estou esperando ele entrar.


Afonso Marques

Torce para que time? 

 Sou Flamengo.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Meu filho se chama Rayllan e é volante do Ceilandense. Ele está no banco e vim acompanhá-lo. Estou torcendo para ele entrar. Sempre acompanho os jogos do meu filho.

 


Alessandro Freire

Torce para que time? 

 Palmeiras.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Trabalho à noite, não dormi hoje e, quando cheguei em casa e vi que não tinha nada para fazer, resolvi vir assistir ao jogo com minha família. Eu gosto de assistir partidas no estádio.


Susi Paulo

Torce para que time? 

 Nenhum.

O que o fez ir ao estádio a esse horário? 

Trouxe minha filha de cinco anos, a Fernanda. Viemos com meu marido Alessandro. Ele gosta muito de futebol e sempre acompanha jogo em estádio. Não estávamos fazendo nada…

 

Bira pede demissão após revés

Apesar do público irrisório, a partida entre Legião e Ceilandense surpreendeu positivamente. Com um início melhor, o time do rock abriu o placar ainda no primeiro tempo. A vantagem, porém, foi destruída na segunda etapa, com um gol de falta de Marquinhos e outro de Da Leste. 

A derrota deixou o Legião na última colocação do campeonato, faltando três rodadas para o fim da primeira fase. Os dois últimos colocados cairão para a Segundona candanga. “Sabíamos que precisávamos ganhar, mas não deu. Agora, temos que vencer para tirar o Legião dessa situação”, comentou o atacante Acerola.

Em situação mais confortável, o técnico adversário, Alex Oliveira, pensa em classificação depois de deixar a lanterna. “Temos três partidas muito difíceis, mas sempre vou acreditar que conseguiremos a classificação”, afirmou.

Caiu mais um

Com a derrota para o Ceilandense, o técnico Bira de Oliveira pediu demissão do Legião. Ele não vencia uma partida desde a estreia do campeonato. “O presidente Emanuel foi gentil em me convidar para ficar como coordenador técnico, mas não aceitei. Não tenho cabeça para ficar lá. Quando é assim, temos que ter discernimento e saber o que é melhor a fazer”. (M.E.P.)

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