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Futebol

Ambição alviverde no futebol feminino

Arquivo Geral

09/04/2014 7h01

Sem estádio, sem salário e com o mínimo de estrutura para manter um time de futebol profissional. O cenário complicado não desanima  o elenco feminino do Gama,  que pretende surpreender na disputa do    Campeonato Candango, com início previsto para 26 de abril. 

O  primeiro desafio dentro de campo  é contra a Ascoop – o jogo, porém, não  tem local e horário definido.

 “Espero que a Federação Brasiliense de Futebol não bagunce o nosso campeonato, assim como faz no masculino”, cutuca a titular da lateral-esquerda  Jakeline Pereira.

 Embora não tenham conquistado nenhum caneco desde a fundação, em 2012, o técnico Célio Lino garante que neste ano elas estão mais aguerridas. O grande prêmio ao campeão local é uma vaga na Copa do Brasil

 “Vamos entrar em campo , levar o título que o masculino não consegue há 12 anos e provar que jogamos com garra, ao contrário deles”, alfineta Jakeline.

SEM TEMPO RUIM

Nem mesmo a dificuldade para chegar aos treinamentos  tira o bom humor das atletas.  

Para chegar a tempo aos treinos, em Santa Maria,  elas usufruem de ônibus, caronas das atletas que têm carro e vale até o convite na garupa da bicicleta. 

 
Curiosidades
Candangão – feminino
1 Os clubes participantes: sem a presença do Capital (campeão do ano passado) nesta temporada, o campeonato conta com apenas sete equipes: Gama, Ascoop, São Sebastião, Guarani, Cresspom, Minas Brasília e Sobradinho.
2 A primeira rodada: marcada para  26 de abril, ainda sem horário definido, todos os times duelam entre si e em locais diferentes. Por ser um número ímpar de clubes, o Sobradinho não jogará no dia.
3 Jogos paralelos:  antes do primeiro jogo no Candangão, o Gama   vai disputar um amistoso contra o  Guarani (SP), em 20 de abril. Paralelo ao torneio local, jogará a 6ª Copa Campo Grande, no Mato Grosso do Sul
 
“Fama” ajuda atletas
Sem receber remuneração alguma da diretoria do clube, as atletas contam com o apoio de  clínicas de fisioterapia, de uma academia e até do site Blogama para seguirem no esporte.  
A ajuda, porém,  não é suficiente para uma dedicação  exclusiva ao futebol. Sem alternativas, elas se desdobram entre o estudo e trabalho para marcar presença nos treinos e jogos. 
 
“Você olha e  enxerga  o brilho nos olhos de todas elas, que  jogam por amor e almejam reconhecimento. No feminino tudo é mais difícil, mas isso não diminui o desejo delas”, reconhece o treinador Célio Lino, que já  comandou  outras equipes,  como o Santa Maria, o Ceilândia e o Atlético Ceilandense.
 
RECONHECIMENTO
Mesmo com os empecilhos, elas conseguem desfrutar dos benefícios de fazer parte do elenco. As atletas já ganharam até descontos nos supermercados da cidade e passagem de graça nos ônibus locais. “O torcedor do Gama é fanático e reconhece um jogador de longe”, conta Jaqueline Bezerra.

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