Depois de mais de 30 anos de carreira como jogadora de futebol, Michael Jackson agora faz parte do Ministério dos Esportes e garante que tem feito de tudo para valorizar cada vez mais o futebol feminino no Brasil. Satisfeita em poder participar da organização do segundo Brasileirão Feminino, patrocinado pela Caixa, ela garante que isso “é só o começo” e prevê um crescimento nos próximos anos.
“Quero falar que esse campeonato é o começo de muitos outros que teremos que fazer no Brasil. É só o primeiro passo e muito importante para as atletas. Pretendemos, junto com a CBF e o Ministério do Esporte, além das Federações, fazer um calendário para que possamos realmente desenvolver o futebol feminino brasileiro. Temos essa consciência e vamos trabalhar para que isso aconteça”, disse durante o evento de lançamento da competição.
Ao lado do Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, Michael Jackson acredita que a modalidade está em uma crescente no país. Com mais de 1.500 gols na carreira, ela garante que a derrota do Sub-20 na final contra a Alemanha foi como uma vitória, já que as jovens meninas não têm campeonatos ainda para disputarem no Brasil. Algo que precisa ser mudado.
“Estamos em uma crescente. Não será resolvido de um dia para o outro. Requer tempo e pessoas realmente trabalhando em prol da modalidade. Campeonatos de base. A derrota por 5 a 1 para a Alemanha no Sub-20 foi uma vitória, já que nem campeonatos temos durante o ano. Chegaram lá e jogaram de igual para igual. Futebol feminino não é amador, a partir do momento que a pessoa recebe algo. Está na Lei Pelé. Vamos trabalhar, o Ministério do Esporte vai fazer com a minha coordenação o que puder, para que o futebol feminino no Brasil vire realidade. Buscamos a felicidade”, finalizou ex-jogadora.