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Futebol

Afastado, Alberto Dualib pretende provar sua inocência

Arquivo Geral

12/08/2007 0h00

O presidente afastado do Corinthians, Alberto Dualib, está confiante em ser inocentado das acusações que vem sofrendo por sua gestão à frente do clube. Afastado por 60 dias pelo Conselho Deliberativo, o ex-mandatário afirmou neste domingo que espera provar sua inocência e ainda não deu pistas sobre um possível pedido de renúncia.

“Eu quero provar minha inocência e, posteriormente, vou analisar (o futuro) com meu cardiologista (risos)”, afirmou, em entrevista à TV Globo. O mandatário está sendo acusado pelo Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na parceria com a MSI.

“Vou esperar terminar esses dois meses (de afastamento) e tomarei uma posição clara e objetiva. Antes disso, farei uma coletiva, com um balanço geral da administração. Estou sofrendo muito com isso, tem me feito muito mal. Estou passando até noites sem dormir porque eu nunca esperava que, no fim da minha vida, tivesse meu nome envolvido nas coisas que estão sendo citadas”, afirmou.

Dualib mostrou-se chateado por não estar recebendo o apoio de seus antigos aliados. “Fiquei magoado com meus vice-presidentes. Eu dei prestígio a eles, que participaram da administração. Não vou dizer nome de ninguém, mas participaram das despesas que o clube realizou e, na hora principal, acharam que era bom se afastarem”.

O presidente afastado ainda lamentou pelo fato de a parceria ter sido contestada por dirigentes. “Sempre teve junto com a gente na administração algumas pessoas contra a parceria, minando para que ela não desse certo”, acrescentou.

Enquanto Dualib está afastado, o vice Clodomil Orsi exerce a função de presidente do clube. No entanto, o cartola também já se envolveu em uma polêmica, já que admitiu ter torcido na infância pelo maior rival do Timão. “Até 1948, eu era palmeirense, um garoto ainda. Mas, na época, eu tinha uma figurinha carimbada que meu irmão subtraiu para negociar. Eu falei para devolver minha figurinha ou eu viraria corintiano. Ele não devolveu e, de 1949 para frente, sou corintiano”, revelou Orsi, à TV Globo.

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