O adiamento da eleição do Vasco, que estava prevista para esta quarta-feira e só vai acontecer em 11 de novembro, foi recebida de maneira distinta por pessoas influentes no clube e pelos seis candidatos que tentavam assumir a presidência. O atual mandatário, Roberto Dinamite, vinha defendendo o seu departamento jurídico, que pediu que o pleito acontecesse apenas no fim de ano para se apurar supostas irregularidades pela inclusão de 2.731 associados em abril, no caso que está sendo tratado como “Mensalão Vascaíno”.
Após a decisão da Justiça, o quadro eleitoral já começou a sofrer alterações. O candidato Tadeu Correia, da chapa “Vasco passado a limpo”, anunciou sua desistência e vai apoiar a “Sempre Vasco”, liderada por Júlio Brant, que tem apoio de Edmundo e que vinha crescendo nos últimos dias. Fala-se ainda que a “Vira Vasco”, liderada por Nelson Rocha, pode ter o mesmo destino, porém, ele e seus partidários comemoraram o adiamento do pleito e mantiveram firme a candidatura, alegando que o tempo de investigação ampliado pode gerar punição a candidatos que estejam envolvidos no mensalão.
Último a lançar sua candidatura, Eduardo Ney, da chapa “Vasco mais do que um Gigante”, foi outro a comemorar o adiamento da eleição. O candidato entende que haverá mais tempo para investigar e legitimar o pleito, colocado em dúvida por conta de irregularidades na lista de sócios. O candidato Júlio Brant tem pensamento parecido. “A Justiça mostrou que é preciso fazer uma investigação criteriosa na lista de sócios, dando legitimidade ao processo eleitoral”, considerou.
Apenas dois candidatos não gostaram do adiamento. Favorito caso a disputa fosse nesta quarta-feira, Eurico Miranda disse lamentar a decisão e afirmou que pretende estudar as questões que levaram a Justiça a tomar esta decisão. Ele representa a chapa “Volta Vasco! Volta Eurico!”.
O outro a lamentar o adiamento foi Roberto Monteiro, da Chapa “Identidade Vasco”, que divulgou nota dizendo que “a decisão coloca em discussão a prorrogação dos mandatos dos atuais dirigentes do clube, que são os principais responsáveis pela pior crise de toda a história do Vasco”. A nota, divulgada no perfil da chapa em uma rede social, diz ainda que “a Chapa Identidade Vasco adianta que manterá sua posição de votar contra a prorrogação dos atuais mandatos e não conciliará com aqueles que defendem interesses inconfessáveis contra o nosso clube”.
Independentemente de concordarem ou não com o adiamento da eleição, os candidatos que permanecerem na disputa terão até novembro para decidir os novos rumos do Vasco. Nos próximos dias os conselhos deverão se reunir para definir se o mandato de Roberto Dinamite será ampliado até o novo pleito.
Neste cenário de incertezas, o elenco segue se preparando para o jogo contra o ABC, marcado para este sábado, às 16h20 (de Brasília), na Arena das Dunas, em Natal (RN), pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Para este jogo o técnico Adilson Batista não poderá contar com o lateral esquerdo Diego Renan e nem com o volante argentino Pablo Guiñazú, suspensos por acúmulo de cartões amarelos. O time deverá ser definido no treino previsto para a manhã desta quinta-feira, no CFZ.
A diretoria, ainda sobre o elenco, anunciou que ampliou o contrato do meio-campista colombiano Montoya até 2017. O vínculo anterior se encerrava em 2015. O jogador, que vem tendo poucas oportunidades, interessa a alguns clubes de fora do Brasil e pode acabar sendo emprestado. Há duas semanas ele esteve perto do Vitória de Guimarães, de Portugal, mas a transação não vingou.