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Níveis ótimos para vitamina D e coronavirus

Considerando que estamos falando de uma substância barata, amplamente disponível, é imperativo que nos atentemos a esse aspecto tão crucial de nosso sistema imunológico

Níveis ótimos para vitamina D e coronavirus

Ano passado fomos assolados por uma doença nova, com apresentação clínica incomum e que ceifou milhares de vidas em nosso país. Porém, o que muitos não percebem é que não foi apenas uma pandemia que se apresentou para nossa sociedade, houve o encontro de duas. O COVID-19 se encontrou com a deficiência do hormônio D. Diversos estudos populacionais já mostravam que, em torno de 80% da população mundial, tinha níveis abaixo de 30 ng/ml e nenhum deles conseguiu achar alguém com níveis ideais, que seriam acima de 70 ng/ml, o resultado desse encontro, nós sabemos bem.

Que níveis adequados de vitamina D evitam infecções respiratórias não é nenhuma novidade, uma meta-análise feita em 2017 demonstrou que a suplementação diária ou semanal de vitamina D esteve significativamente associada à menores infecções. O mecanismo pelo qual um hormônio com propriedades anti-inflamatórias, como é o caso do hormônio D, poderia ajudar a combater uma infecção é, dentre outros, pelo aumento da expressão gênica do gene CAMP que aumenta a produção da catelecidina LL-37, um peptídeo com propriedades antimicrobianas, que pode atuar contra uma variedade de bactérias, vírus e fungos. Mas será que apenas essa forte plausibilidade biológica já nos permite afirmar que níveis baixos desse sarcoesteróide poderiam levar a desfechos graves pela infecção do COVID-19?

Para responder à essa pergunta foi feita uma meta-análise em março desse ano, que demonstrou um risco 80% maior de se contrair o vírus se você tivesse níveis abaixo de 20 ng/ml. Dessa forma, a plausibilidade biológica encontra respaldo na realidade. Quanto mais a medicina avança mais fica claro a urgência para que comecemos a olhar para os indivíduos como um todo, priorizando deixá-lo com níveis hormonais ótimos, sendo um verdadeiro escudo não apenas contra as doenças crônico-degenerativas, mas agora contra infecções também. Remédios, não se enganem, sempre terão seu papel, porém a nossa prioridade deveria ser restabelecer a saúde de nossa população e não apenas usarmos fármacos. Considerando que estamos falando de uma substância barata, amplamente disponível e por ventura, até gratuita, pela exposição solar, é imperativo que nos atentemos a esse aspecto tão crucial de nosso sistema imunológico.

Nossa saúde é nosso bem mais precioso, é imperativo que dediquemos tempo, conhecimento e esforço para preservá-la. Diante desse contexto trago mais uma importante ligação entre o poderoso hormônio D e a pandemia que nos aflige, como você pretende enfrentá-la?






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