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Outubro Rosa Pet é o mês de combate ao câncer de mama: saiba como prevenir a doença

É essencial manter hábitos que ajudam a melhorar a saúde e qualidade de vida dos bichinhos e prevenir que a doença se desenvolva

Foto: DIvulgação

Por: Marcos Nailton

Neste mês, a campanha do Outubro Rosa, que serve para a conscientização e atenção às mulheres sobre a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama, também chega para alertar aos tutores sobre os seus pets. Desta forma, é essencial manter hábitos que ajudam a melhorar a saúde e qualidade de vida dos bichinhos e prevenir que a doença se desenvolva.

O tumor na mama é o tipo de neoplasia mais comum em cadelas e o terceiro mais comum em gatas, por isso, é importante o diagnóstico precoce, para que seja tratado o quanto antes. A causa visa diminuir os diagnósticos da doença e ressaltar a importância de levar os pets ao veterinário de sua preferência, para que o estado de saúde do animal seja acompanhado.

No Distrito Federal, pelo menos 49,7% dos domicílios possuem um animal. Os dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), divulgada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) em maio de 2022, mostra ainda que 42% são cães e 11,2% são gatos.

O câncer de mama em cadelas e gatas é uma doença na qual ocorre o crescimento irregular das células do tecido, e ela faz com que surjam tumores nas mamas dos animais, principalmente, aqueles que não foram castrados. Os tumores podem ter diferentes tamanhos e serem firmes ou duros.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o câncer de mama atinge pelo menos 45% das fêmeas caninas. No caso das gatas, a doença atinge pelo menos 30% e cerca de 5% dos casos são diagnosticados como tumores malignos. Ainda segundo a pesquisa, 20% dos diagnósticos são tardios, o que, consequentemente, dificulta o tratamento.

O médico-veterinário, Rogério Fonseca, explica que a partir de trabalhos científicos recentes, foi comprovado que a castração ajuda a prevenir o câncer de mama em animais, principalmente as castrações realizadas até o terceiro cio. Porém, o procedimento feito de forma muito precoce, antes do primeiro cio, pode trazer malefícios associados ao crescimento ósseo e também em casos de disfunções urinárias quando feita precocemente.

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“Assim como na espécie humana, o câncer de mama é uma doença grave e que tem uma alta prevalência. É grave e pode colocar a vida do seu animal de estimação em risco, em função das complicações associadas ao câncer e também das metástases possíveis em relação ao câncer de mama”, afirma Rogério Fonseca.

O especialista conta que nem todos os tumores são associados ao câncer, alguns deles, cerca de 40%, estão relacionados a outros nódulos com outras características, que são benignos. Entretanto, ele ressalta que é importante o diagnóstico precoce para que o pet tenha melhores condições de recuperação.

“Uma preocupação que nós temos é sempre do diagnóstico precoce, a cadela deve fazer um exame físico em um veterinário de confiança e esse exame deve conter a palpação de todas as mamas pra saber se existe alguma nodulação, e às vezes esse nódulo é pequeno, do tamanho de um arroz ou caroço de feijão. A avaliação constante é fundamental”, declara.

Além do exame físico, há outros tipos para diagnosticar o câncer de mama em cadelas e gatas, como exames de sangue que ajudam a identificar se existe alterações nas células e glóbulos dos animais, as radiografias para verificar se há a presença de algum nódulo ou caroço e ultrassonografias.

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Tratamento

Os sintomas do câncer de mama em cadelas e gatas podem ser percebidos pelos tutores atentos aos animais, porém, somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico. Dentre os mais comuns, estão: Nódulos nas mamas; Anomalia no local; Falta de apetite; Diarreia; Enjoo; Rápido emagrecimento; Apatia; Febre; Secreção; Dores; Inchaço e vermelhidão.

A cirurgia é sim uma estratégia de tratamento adequada e que deve ser avaliada pelo especialista qual o melhor método de cirurgia a ser realizado. Pode ser feita a remoção completa das mamas ou a remoção parcial das mamas. Após o resultado, se faz uma avaliação dos tratamentos complementares e, em alguns casos, é necessário fazer tratamentos quimioterápicos ou até mesmo radioterápicos.

É importante sempre levar o animal periodicamente ao veterinário, pois o profissional avaliará com cuidado o pet.

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