O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações provocadas por insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor), onde o autor estava em tratamento.
O velório será realizado nesta terça-feira, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central da capital paulista.
Em janeiro deste ano, Benedito Ruy Barbosa permaneceu internado por 19 dias no HCor para tratar uma infecção urinária associada ao quadro de insuficiência renal crônica.
Considerado um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira marcada por novelas que retrataram o universo rural, a diversidade cultural do país e a imigração italiana, temas recorrentes em suas obras. Seu legado inclui títulos que se tornaram referência na televisão brasileira, como Meu Pedacinho de Chão (1971), Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999).
A trajetória na televisão começou em 1966, com Somos Todos Irmãos, na TV Tupi. Nos anos seguintes, o autor também trabalhou nas extintas TV Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu Meu Pedacinho de Chão, produção realizada em parceria entre a TV Cultura e a TV Globo, exibida simultaneamente pelas duas emissoras.
Cinco anos depois, passou a integrar o elenco de autores da TV Globo, onde assinou novelas de destaque, especialmente na faixa das 18h. Entre elas está Cabocla (1979), adaptação da obra de Ribeiro Couto.
Em 1990, transferiu-se para a TV Manchete e escreveu Pantanal, novela que revolucionou a teledramaturgia nacional ao apostar em gravações em locações naturais e destacar as paisagens, a cultura e os mistérios do bioma pantaneiro. A produção tornou-se um dos maiores sucessos da televisão brasileira e consolidou Benedito Ruy Barbosa como um dos autores mais importantes da história da dramaturgia no país.