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Kátia Flávia
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“Vou seguir firme”: O desabafo da mãe de Lucas Lucco sobre a volta da alopecia

Karina Lucco contou que a alopecia areata voltou a ficar ativa menos de um ano após o início do tratamento, provocando novas falhas no couro cabeludo em poucos dias

Kátia Flávia

09/07/2026 15h15

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Karina Lucco revelou que voltou a enfrentar uma crise de alopecia areata.

Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, revelou que voltou a enfrentar uma crise de alopecia areata. A personal trainer contou nas redes sociais que a doença autoimune ficou novamente ativa e provocou uma nova queda intensa de cabelo, menos de um ano após o início do tratamento.
Eu estava em casa, com uma mão parada na frente do ventilador para não borrar a unha recém-feita e a outra tentando rolar o celular com a delicadeza de quem opera uma bomba, quando apareceu o vídeo da Karina.

A manicure, que já tinha virado minha comentarista oficial da tarde, olhou por cima do ombro e falou baixinho: “Nossa, cabelo mexe muito com a gente”. Mexe mesmo. Tem coisa que parece estética para quem vê de fora, mas por dentro vira chão emocional.

Karina explicou que percebeu, há cerca de uma semana, uma nova queda de cabelo. Segundo ela, o processo foi muito rápido e abriu várias falhas no couro cabeludo em poucos dias. Antes de gravar o vídeo, a personal trainer tinha acabado de voltar de uma consulta médica.
A alopecia areata é uma doença autoimune que provoca queda repentina de cabelo e pelos, geralmente em áreas arredondadas do couro cabeludo, da barba ou de outras partes do corpo. No caso de Karina, a doença já vinha sendo tratada, e ela havia comemorado avanços recentes na recuperação.

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Mãe de Lucas Lucco contou que novas falhas surgiram no couro cabeludo em poucos dias.

Por isso, a volta da queda foi ainda mais frustrante.“Tem uma semana que começou com uma queda novamente do cabelo e foi muito rápido, gente. Foi rápido para abrir muitas falhas”, relatou. Ela também explicou que esse tipo de retorno pode acontecer, especialmente porque o tratamento ainda tem menos de um ano. “Alguns casos acontecem, como está acontecendo comigo, de voltar a queda. De a areata ficar novamente ativa”, disse.

Eu acho muito forte quando alguém decide mostrar uma vulnerabilidade dessas sem embrulhar tudo em filtro motivacional. A internet adora antes e depois, adora vitória, adora cabelo crescendo, corpo mudando, pele melhorando. Mas quase ninguém sabe aplaudir recaída de tratamento. E tratamento real tem isso: melhora, susto, retrocesso, consulta, choro escondido e a coragem de continuar mesmo quando o espelho parece não colaborar.

Apesar do abalo, Karina afirmou que seguirá firme no processo. “Então, eu sigo confiando no tratamento. Eu vou continuar”, disse. Em outro momento, reforçou que a doença é desafiadora tanto para quem enfrenta quanto para o profissional que acompanha o caso. “Acontecem esses momentos frustrantes, tanto para mim quanto para quem está me acompanhando. Mas, gente, eu vou seguir firme igual eu segui da primeira vez”, declarou.

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Personal trainer afirmou que seguirá firme no tratamento apesar da frustração.

A mãe de Lucas Lucco admitiu que ficou ainda mais abalada do que na primeira manifestação da doença. Segundo ela, a frustração veio justamente porque os resultados dos últimos meses já estavam sendo celebrados. É aquela pancada que chega quando a pessoa começa a respirar aliviada, e talvez por isso doa em dobro.
Eu fiquei pensando como cabelo carrega uma simbologia cruel. Quando está tudo bem, a gente reclama do frizz, do corte, da raiz, do volume, da falta de volume. Quando começa a cair sem controle, vira identidade, segurança, feminilidade, autoestima, memória. Não é vaidade boba. É corpo falando alto em uma língua que ninguém pediu para aprender.

Karina não tentou vender milagre, nem posar de invencível. Ela apareceu frustrada, mas consciente. Disse que vai continuar. E talvez essa seja a parte mais importante do desabafo: nem todo recomeço vem com música bonita ao fundo. Às vezes vem com falha nova no couro cabeludo, consulta marcada e a decisão de não abandonar o tratamento.
Terminei de secar a unha em silêncio, porque certas pautas pedem menos veneno e mais cuidado. Karina colocou na rede uma dor muito íntima, mas também uma mensagem importante para quem passa pelo mesmo: a recaída não apaga o caminho. Só muda o ritmo da caminhada.

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