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Kátia Flávia
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Vestido de Alta Costura da Dior de Elisa Zarzur Vira Mini na Pista do Castelo

Pra recepção no castelo, o vestido Dior de alta costura da cerimônia perdeu a saia volumosa e virou um corpo de renda Chantilly bordado de cristais com as costas escancaradas, refeito pelo ateliê da própria maison. E o bolo, esse atravessou o Atlântico dentro de vinte malas, porque rica de verdade não improvisa, manda buscar.

Kátia Flávia

08/06/2026 9h43

Um vestido de alta-costura da Dior que virou mini para a pista, um castelo francês e um bolo que atravessou o Atlântico em mais de 20 malas. O casamento de Elisa Zarzur e Alexandre Negrão segue entregando detalhes dignos de conto de fadas - Créditos Ale Bigliazzi

Um vestido de alta-costura da Dior que virou mini para a pista, um castelo francês e um bolo que atravessou o Atlântico em mais de 20 malas. O casamento de Elisa Zarzur e Alexandre Negrão segue entregando detalhes dignos de conto de fadas – Créditos Ale Bigliazzi

Esquece a manchete que você já leu cinquenta vezes hoje, porque o babado de verdade do casamento de Elisa Zarzur e Alexandre Negrão, no sábado, 6, no Château de Ferrières, está no vestido. Pra cerimônia na Igreja da Madeleine, Elisa usou uma alta costura exclusiva da Dior, e pra recepção no castelo o mesmo vestido voltou irreconhecível.

O ateliê da própria maison desmontou a peça: manteve só o corpo, feito em renda Chantilly francesa tecida à mão e bordada com cristais, com aquele efeito de pétala, e arrancou a saia volumosa. Embaixo apareceu um body de costas profundamente abertas com painéis de renda, uma releitura pensada exclusivamente para a noiva descer para a pista sem tropeçar no próprio luxo. Ou seja, gastou-se uma alta costura inteira para ela poder dançar de minivestido, e eu, sinceramente, aplaudo a lógica.

Agora o detalhe que faz qualquer assessoria suar frio: o bolo. Foi assinado por Denilson Lima, o confeiteiro que faz os bolos de aniversário, Páscoa e Natal de Elisa há anos, e dessa vez ele desenvolveu uma criação exclusiva produzida dentro do próprio Château de Ferrières. Para executar a peça, a equipe embarcou do Brasil com mais de vinte malas lotadas de ingredientes, materiais e utensílios, o que tecnicamente faz daquele bolo o convidado mais bem documentado da festa.

Soube de tudo isso a dez mil metros de altitude, no voo de volta de Buenos Aires, com as minhas amigas chegando direto de Paris e despejando áudio no meu colo enquanto eu segurava o espumante. Foi delas que vieram os outros detalhes: o catering do próprio château, os DJs brasileiros comandando a pista a noite inteira e o espetáculo de fogos no jardim, que pelos relatos foi o momento que fez até convidada blasé soltar o copo.

O meu veredito, e aqui ninguém me paga para ser simpática: foram 300 convidados num castelo dos Rothschild para encerrar um fim de semana inteiro de comemoração, com vestido que se transforma, doce que cruza o Atlântico de mala e fogo no céu. Festa de gente que entende que detalhe é tudo, e que faz questão de que você fique sabendo de cada um deles. Anota aí que essa foi a aula de produção do ano, com louvor e excesso de bagagem.

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