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Kátia Flávia
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SNZ coloca ‘Remix Hits’ no streaming 26 anos depois com coreografia viral

O álbum ‘Remix Hits’, do trio das irmãs Sarah Sheeva, Nãna Shara e Zabelê, chega ao streaming nesta sexta pela Warner Music Brasil, 26 anos depois de sair em CD, carregado no colo por uma coreografia viral que o TikTok ressuscitou. Dessa vez a saudade chegou antes do aviso oficial.

Kátia Flávia

28/05/2026 15h30

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Lançado originalmente em 2002, o projeto passa a integrar o streaming em um momento de redescoberta do repertório do trio nas redes sociais (Foto: Divulgação)

Nesta sexta-feira, dia 29, o álbum “Remix Hits” do SNZ entra oficialmente nas plataformas digitais pela Warner Music Brasil. São 12 faixas que nunca haviam sido disponibilizadas no streaming, incluindo “Outra Chance”, “Nada Vai Tirar Você de Mim” e a única inédita do projeto na época, “DNA do Som”. O que parecia peça de arquivo chegou ao presente às custas de uma coreografia que o TikTok ressuscitou do zero.

Eu estava indo para costureira , ouvindo aquela coreografia no fone, quando a Zabelê me mandou o recado direto: “Sai na sexta.” Deu pra entender a conquista em cinco palavras. O movimento começou em março, quando “Retrato Imaginário – Remix” tomou o TikTok e o Instagram sem que nenhuma equipe de marketing tivesse planejado nada. Criadores passaram a reinterpretar a coreografia que a própria Zabelê desenvolveu, e aquele loop dançante de 2000 voltou a ocupar o For You de uma geração que nem havia nascido quando o single tocou pela primeira vez.

O SNZ foi criado em 1997 pelas filhas de Baby do Brasil e Pepeu Gomes, chegou ao Rock in Rio 3 e deixou marcas que as rádios tocaram até o osso antes de encerrar as atividades em 2009. É Zabelê quem segura o fio musical da história e conduz a reaproximação com o público, enquanto Sarah Sheeva atua como pastora e conferencista e Nãna Shara vive na Flórida no circuito gospel. A chegada do álbum ao streaming acontece quase no mesmo mês do lançamento do primeiro disco do grupo, em maio de 2000, 26 anos atrás.

A força do viral também está na história da coreografia. Zabelê criou os movimentos originais de “Retrato Imaginário” e assistiu ao próprio trabalho ganhar nova vida pelas mãos de criadores desconhecidos, duas décadas e meia depois. Ela contou que ficou emocionada com a forma como as músicas voltaram a circular entre gerações diferentes e como a internet criou uma ponte espontânea entre quem viveu aquela época e quem a descobre agora. O single “Retrato Imaginário – Remix” chegou às plataformas em abril, pela Warner Music Brasil, e o álbum completo nesta sexta termina o processo que o TikTok abriu.

A história do SNZ já tinha tudo: talento, família musical, hit de geração e um fim abrupto. O que faltava era essa segunda rodada que o algoritmo entregou sem ser convidado. Desliguei o fone da academia pensando que a melhor assessoria que a Zabelê teve nesses 26 anos foi uma geração de criadores que não precisou de briefing nenhum para entender a potência daquela coreografia.

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