Eu estava tranquila, achando que já tinha visto de tudo nesse folhetim macabro, quando meus amores… a realidade resolve subir o tom. A ausência de testamento abriu uma porta gigantesca para Suzane von Richthofen entrar na disputa por cerca de R$ 5 milhões deixados pelo tio, Miguel Abdalla Netto. Plot twist digno de capítulo especial.
Miguel morreu em janeiro, dentro da própria casa no Campo Belo, e o corpo foi encontrado dias depois. Não deixou testamento. E quando não tem papel assinado, minha gente, entra em cena a novela do inventário, com parentes surgindo como figurantes que viram protagonistas do nada.
Na outra ponta da disputa está Silvia Magnani, que afirma ter vivido com ele por 14 anos e tenta o reconhecimento de união estável para garantir lugar na partilha. Antes mesmo do inventário começar oficialmente, as duas já travaram uma batalha para liberar o corpo e organizar o sepultamento. Cena pesada, dessas que não pedem trilha sonora.
O patrimônio inclui casas, aplicações financeiras e até um sítio no litoral. E aqui entra a ironia que me fez derrubar o café. Suzane não herdou nada dos próprios pais, assassinados em 2002, justamente porque Miguel, o mesmo tio agora no centro da história, brigou na Justiça para que ela fosse considerada indigna de herdar. O dinheiro ficou com Andreas von Richthofen.
Corta para agora. Miguel morre sem testamento e a roda gira. A Justiça ainda investiga a morte como suspeita, a causa foi considerada indeterminada, e o inventário promete ser um daqueles processos longos, cheios de recurso, advogado e silêncio constrangedor em audiência.