Nova York estava linda essa manhã, eu tomando meu café com vista pro parque, mas o coração ficou apertado com a notícia que chegou do Brasil. Aquela professora de São José dos Campos, vítima do caso do vidro moído colocado dentro do copo de água dela por alunos, ganhou um novo capítulo nessa história, e olha que capítulo triste.
A professora está agora em atendimento psicológico oferecido pela Secretaria de Educação, e é esse acompanhamento que vai ajudar ela a decidir se pede transferência pra outra unidade ou se tenta voltar pra mesma escola onde viveu esse pesadelo. A mulher passou por um episódio gravíssimo, com risco real de ferimento, e hoje precisa de laudo médico pra saber se consegue voltar pra sala de aula.

Eu quero entender que tipo de criação forma criança capaz de planejar isso, porque colocar vidro moído no copo de um professor não é travessura, é tentativa de causar dano de verdade. Essa coluna cansou de ver caso de professor sendo humilhado e ameaçado dentro da própria escola, enquanto a rede de ensino demora pra dar resposta à altura.

Enquanto isso, a repercussão nas redes só cresce. Perfis de educadores compartilham o caso cobrando mais rigor da direção da escola e das famílias envolvidas, e grupos de WhatsApp de professores em vários estados já usam esse episódio como exemplo do que precisa mudar na relação entre escola e aluno.
Eu aqui de Nova York só rezando pra essa mulher receber o apoio que merece e pra essa escola aparecer com uma solução de verdade, porque criança vai pra escola pra aprender, não pra colocar vidro no copo de quem ensina.