Eu estava caminhando na Lagoa Rodrigo de Freitas com as amigas, suada e satisfeita depois da volta inteira, quando uma delas parou no meio do calçadão com o celular na mão mostrando o post. Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, saiu falando bonito sobre a parceria entre YouTube, LiveMode e Casimiro Miguel durante a Copa do Mundo de 2026, tratando o trio como prova viva de que o streaming já engoliu a TV tradicional no coração do torcedor brasileiro. E olha que ele não fez isso escondido em nota fria de assessoria, fez isso em vídeo institucional, com cara de quem sabe exatamente o tamanho do fenômeno que patrocina.
A frase que rendeu título foi essa aqui, dita com a cara mais séria de executivo que já viu proposta de fusão bilionária: “a lição que levo comigo deixa o placar em segundo plano. O que realmente marca é ver como uma parceria como a do YouTube, com a LiveMode e Casimiro Miguel, somada à liberdade do digital, consegue reunir um país inteiro em torno de uma paixão, e como essa comunidade nos ajuda a elaborar momentos difíceis, como a eliminação contra a Noruega.” Chamo isso de terapia de arquibancada em plataforma de vídeo, com direito a Casimiro Miguel no papel de psicólogo coletivo da torcida.
E convenhamos, quando o próprio Google sobe no palco pra bater palma pra CazéTV, isso não é elogio bonzinho de LinkedIn, é reconhecimento de mercado batendo na porta do streaming esportivo brasileiro. A TV aberta que se cuide, porque quando o dono da distribuição elogia o dono do conteúdo, alguém na Globo tomou um golinho de café errado essa manhã.
Minhas amigas na Lagoa resumiram melhor que qualquer analista de mercado: enquanto emissora tradicional discute grade de programação, CazéTV já virou case internacional de audiência digital. Meu veredito de colunista que lê bastidor de bilhão em bilhão é simples, quem apostou em Casimiro Miguel como ativo estratégico está rindo à toa até o fim da década.