A chamada “maldição da Copa” voltou a circular neste domingo (5/7), dia de Brasil x Noruega no MetLife Stadium, ao reunir casais famosos que viveram romaces em clima de Mundial e, depois, terminaram de forma barulhenta. An lista passa por Shakira e Gerard Piqué, Bruna Marquezine e Neymar, além de Sara Carbonero e Iker Casillas, todos ligados a momentos marcantes em Copas anteriores.
Acordei em Nova York ainda brigando com o fuso, abri a cortina do hotel e dei de cara com um céu nublado de 23 graus, aquela umidade que já avisa que o cabelo vai disputar a própria Copa. Enquanto o café subia na máquina e eu separava a camisa do Brasil, a capa de chuva e a dignidade para enfrentar East Rutherford, caiu no meu colo a lista da “maldição da Copa”. Minha filha, nem precisei de despertador: fofoca com Neymar, Shakira e beijo ao vivo acorda qualquer brasileira mais rápido que espresso duplo.

A tal maldição reúne casais que viveram cenas de amor em clima de Mundial, mas terminaram com a relação indo para os acréscimos do caos. Teve promessa romântica, arquibancada apaixonada, beijo diante das câmeras e, depois, separação, rumor, traição, música de indireta e internet fazendo plantão.
O caso mais internacional é Shakira e Gerard Piqué. Os dois se aproximaram em 2010, no embalo de “Waka Waka”, música oficial da Copa da África do Sul. A Espanha ganhou o torneio, o romance engatou e o casal virou uma das duplas mais famosas do mundo pop e do futebol. Foram 12 anos juntos e dois filhos, Milan e Sasha, até o anúncio da separação, em 2022.
O pós-término, claro, não veio silencioso. Piqué assumiu depois um relacionamento com Clara Chía, e Shakira transformou a dor em munição musical. Eu, que sou contra sofrer sem monetizar, apenas observei a colombiana ensinando ao planeta que chifre, quando bem produzido, vira hit global.
No Brasil, a maldição tem nome, sobrenome e milhões de órfãos emocionais: Bruna Marquezine e Neymar. O casal viveu idas e vindas públicas, com direito a presença dela nos jogos da Copa de 2014, no Brasil. Um mês depois daquele Mundial, veio uma separação. Depois, reataram, apareceram juntos nas Olimpíadas do Rio, voltaram a terminar, reacenderam o romance em Noronha e chegaram ao capítulo do quase casamento.

Mas em 2018, durante a preparação para a Copa da Rússia, Bruna e Neymar terminaram de vez. A relação que já tinha virado novela nacional acabou antes de o Brasil resolver a própria vida no torneio. E eu digo uma coisa: quando namoro precisa disputar agenda, distância, PSG, Seleção e internet brasileira, nem Tite, Ancelotti e terapia de casal em conjunto dão jeito fácil.
Outro clássico da lista é o beijo de Iker Casillas em Sara Carbonero. Em 2010, depois do título da Espanha, o goleiro beijou a jornalista ao vivo durante uma entrevista e transformou a cena em uma das imagens mais lembradas daquela Copa. Parecia final feliz de cinema espanhol, com taça, emoção e romance em rede mundial.O casal teve dois filhos e anunciou a separação em 2021. O fim foi tratado de forma amigável, mas depois vieram relatos sobre desgaste, ciúme e egoísmo nos bastidores. Ou seja: até beijo histórico com Copa do Mundo no fundo pode virar arquivo morto do amor.
A lista serve como aquecimento perfeito para este domingo de Brasil x Noruega. Enquanto a Seleção se prepara para entrar em campo, a internet já relembra que a Copa não mexe só com tabela, escalação e mata-mata. Mexe também com casal, ex, atual, indireta e foto antiga.
Eu vou ao jogo preparada para tudo: gol, chuva leve, gritaria brasileira em Nova Jersey e possível aparição de romance suspeito em camarote. Porque Mundial é assim: no gramado tem tática; na arquibancada, tem beijo; e no pós-jogo, às vezes, tem separação com comunicado elegante e unfollow às 3 da manhã.