Luciana Gimenez declarou que, para ela, o “Superpop” morreu. A apresentadora falou sobre o programa que comandou por 25 anos, hoje sob o comando de Cariúcha, disse que não acompanha mais a atração e ainda mirou o “Big Brother Brasil” ao comparar o reality da Globo ao formato que marcou sua carreira na RedeTV!.
Eu tinha acabado de chegar à costureira, com a bolsa escorregando do ombro, o celular quente na mão e uma prova de roupa prestes a virar sessão de terapia com alfinete, quando a frase caiu na tela: “Pra mim o Superpop morreu, acabou.” Parei no meio do salão. A costureira segurou a fita métrica, eu segurei o surto. Porque Luciana Gimenez não apenas virou a página: ela arrancou a página, dobrou em quatro e ainda apontou para o BBB como quem diz “me chama que eu sei fazer esse circo pegar fogo”.

A declaração foi dada ao “Pânico”. Luciana afirmou que não acompanha mais o programa e não pretende se envolver com a nova fase. “Eu nunca mais assisti e não faço questão de não participar”, disse. Em seguida, completou: “Agora eu acho que pra mim o Super Pop morreu, acabou, entendeu?”
A apresentadora tentou separar o sentimento pessoal de uma crítica direta ao programa atual. Para ela, o fim está ligado à própria trajetória. “Mas é uma história minha. Eu fiz a história, quando eu acabei é como foi pra faculdade e foi embora”, afirmou. “Agora eu não me interesso mais e é normal. Eu acho que a minha história acabou.”
Luciana Gimenez comandou o “Superpop” por décadas e transformou a atração em um dos palcos mais barulhentos da televisão brasileira. O programa misturava celebridades, anônimos, polêmicas, confissões, debates improváveis e personagens que depois circulariam por outros realities. Era uma espécie de ringue com sofá, vinheta e microfone aberto.
Ao falar sobre a competição nos bastidores, Luciana disse que a televisão sempre teve disputa por espaço. “TV é muito competitivo também, né?”, comentou. “Tem a direção, tem os artistas, as pessoas querem seu lugar também. Faz parte do jogo.”

O detalhe que fez a minha costureira quase furar o tecido errado veio depois. Luciana passou a mirar o “Big Brother Brasil” e sugeriu que apresentaria bem o reality. “Apresentaria bem o BBB, porque é um Super Pop grande”, disse. A apresentadora ainda reforçou a comparação: “É um Super Pop gigante. Desculpa, mas o Super Pop fez aquilo por anos.”
Para ela, o reality da Globo conversa diretamente com o tipo de televisão que o “Superpop” já fazia: personagens intensos, conflitos ao vivo, exposição emocional e debate público em tempo real.
Na mesma linha, Luciana ainda lembrou que o programa servia como vitrine para figuras que depois iam parar em realities. “Inclusive a gente fornecia personagens pra Fazenda”, afirmou, antes de soltar um chamado que pareceu recado em neon: “Boninho!”
Eu estava de pé, presa entre um espelho, três alfinetes e uma senhora tentando ajustar minha barra, quando entendi o tamanho da cena. Luciana Gimenez decretou a morte simbólica do próprio “Superpop”, chamou o “BBB” de versão gigante daquilo que ela fez por anos e ainda mandou um “Boninho!” como quem joga currículo dentro de um vulcão. A costureira perguntou se eu queria a bainha mais curta. Eu respondi que, depois dessa, curta ficou foi a paciência da televisão brasileira.