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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Maratona de Campo Grande revela medalhas e promete edição histórica em 2026

A quinta edição da prova chega nos dias 4 e 5 de julho com Permit Ouro, premiação em dinheiro e percursos refeitos para acelerar atleta. E a coluna já avisa que no ano que vem ninguém vai ter desculpa pra não bater recorde pessoal.

Kátia Flávia

08/06/2026 16h00

A Maratona de Campo Grande revelou as medalhas de 2026 e promete uma das edições mais rápidas da história, com percursos reformulados e premiação em dinheiro.

A Maratona de Campo Grande revelou as medalhas de 2026 e promete uma das edições mais rápidas da história, com percursos reformulados e premiação em dinheiro.

Eu estava aqui no meu Cosme Velho, acabando a manicure e fingindo que aquele almoço de quatro horas não tinha acontecido, quando o celular começou a tremer naquele grupo de amiga que corre maratona só pra postar story de tênis caro. Larguei a taça, calcei o óculos de perto e fui ver o que era. E o babado, minhas filhas, veio batendo direto lá do Mato Grosso do Sul na porta da fofoqueira.

A quinta Maratona de Campo Grande resolveu abrir o jogo e mostrou oficialmente as medalhas da edição 2026, mais a tal medalha especial do Circuito Brasil Gigante, num movimento de quem quer mesmo aparecer no mapa nacional. A festa acontece nos dias 4 e 5 de julho, com expectativa de juntar 6 mil atletas suados e felizes. Tem prova de 42 km, 21 km, 10 km, 5 km e até Corrida Kids pra criançada gastar energia. E ainda dá pra encarar dois dias seguidos somando distância, esse modelo internacional que deixa joelho implorando socorro.

Pra quem chegou agora, a prova vem embalada de conquista de gente grande. Faturou o Permit Ouro da CBAt, entrou de vez no Circuito Brasil Gigante e ainda refez os trajetos com altimetria negativa, que é o nome chique pra dizer que tem mais descida pra todo mundo voar. O diretor técnico André Milani me garantiu que os percursos agora estão mais tranquilos, com mais ladeira pra baixo e trecho plano, prometendo recorde pessoal pra geral. Antes a coisa era sofrida, agora virou tapete vermelho pro cronômetro.

E olha que a organização não economizou no mimo pra atleta não passar vexame. Tem hidratação a cada 3 km, repositor de sais espalhado em ponto estratégico, gel de carboidrato pra maratonista e até lugar pra largar a mochila sem chorar. A diretora Kassilene Cardadeiro fez questão de lembrar que Campo Grande no inverno engana, porque a largada fica perto dos 15 graus, clima de sonho pra quem corre longa distância. No sábado a largada de 5 km e a chegada geral ficam no Comper Itanhangá, e no domingo as provas de 10 km, 21 km e 42 km saem do Parque dos Poderes, com paisagem que rende foto boa pro feed.

No fim das contas, a Maratona de Campo Grande montou um pacote que junta medalha bonita, dinheiro no bolso e desculpa zero pra ficar parado em julho. Eu, que só corro atrás de fofoca e de garçom com champanhe gelado, confesso que até bateu vontade de calçar um tênis só pra faturar a tal medalha do Brasil Gigante. Mas relaxa, atleta, que a parte de suar fica com vocês e a de relatar a glória fica comigo.

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