Hoje a fofoca da academia não foi sobre dieta, nem sobre quem faltou ao treino. Foi sobre mão. Eu estava no Leblon, revezando aparelho com as meninas, quando uma delas apareceu exibindo as unhas recém-feitas como quem apresenta um troféu. Outra respondeu que unha bonita não adianta quando a mão começa a entregar a idade. Pronto. Em menos de dois minutos, a musculação virou consultório de estética, cada uma defendendo uma teoria diferente sobre qual parte do corpo envelhece primeiro. Eu ri da discussão, até abrir o celular e descobrir que a Ju Isen tinha acabado de fazer exatamente um procedimento para isso.
Aos 39 anos, a influenciadora voltou a investir em procedimentos estéticos, desta vez em uma região que costuma passar despercebida por muita gente: as mãos. Após perceber mudanças na pele, na textura e na aparência da região, Ju Isen decidiu realizar uma harmonização em uma clínica de São Paulo. Ao longo dos últimos anos, ela já investiu mais de R$ 500 mil em cirurgias, procedimentos estéticos e cuidados com a pele.

A influenciadora afirma que o medo de envelhecer faz parte da sua relação com a imagem há muito tempo, principalmente por viver exposta publicamente. Para ela, as mãos passaram a incomodar justamente por serem uma área difícil de esconder no dia a dia.
“Tenho medo de envelhecer. Não vou fingir que isso não existe em mim. Eu cuido do rosto, do corpo, invisto em cremes, tratamentos e procedimentos, mas comecei a perceber que as mãos também denunciam o tempo. É uma região que aparece em foto, em vídeo, em tudo. Se existe uma forma de cuidar da minha aparência, eu quero conhecer.”
Confesso que nunca tinha parado para pensar nisso. A gente presta atenção no rosto, no cabelo, na roupa, mas dificilmente olha para as próprias mãos. Depois dessa conversa na academia, e agora lendo a Ju, fiquei com a impressão de que muita gente vai começar a reparar.
Segundo a especialista Roberta Costa, responsável pelo procedimento, a harmonização das mãos pode envolver preenchimento e estímulo de colágeno para melhorar volume, textura e aspecto da pele.
“As mãos costumam perder volume com o passar dos anos, deixando veias e tendões mais aparentes. Muitas vezes, a pessoa trata o rosto, o pescoço e o corpo, mas esquece das mãos, que também sofrem com perda de colágeno e envelhecimento da pele. O objetivo do procedimento é devolver sustentação, suavizar esse aspecto envelhecido e trazer uma aparência mais harmônica, sempre respeitando a naturalidade da paciente.”
Ju Isen afirma que sabe que será julgada por falar abertamente sobre procedimentos estéticos, mas diz que prefere assumir o que faz em vez de vender uma imagem falsa.

“As pessoas me criticam porque eu falo, mas eu poderia simplesmente aparecer diferente e fingir que foi genética. Eu prefiro contar exatamente o que faço. Gosto de cuidar de mim, gosto de me sentir bem e não tenho vergonha de admitir que a aparência importa pra mim. Se isso incomoda alguém, faz parte.”
No fim das contas, a conversa começou na academia e terminou do mesmo jeito que costuma acontecer quando o assunto é beleza. Cada uma saiu defendendo uma ideia diferente. Tem quem ache que envelhecer é só uma questão de aceitar o tempo. Tem quem prefira recorrer aos procedimentos. E tem quem, como a Ju Isen, prefira fazer os dois: assumir o medo sem esconder o que escolheu fazer para se sentir melhor. Talvez seja justamente essa sinceridade que mais tenha chamado a minha atenção nessa história.