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Kátia Flávia
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“Humilde”: Ancelotti surpreende e rasga elogios a Neymar antes de Brasil x Noruega

Técnico da Seleção disse que o camisa 10 não está conformado com a reserva, mas elogiou comportamento, treinos e postura do atacante no grupo

Kátia Flávia

03/07/2026 14h00

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Carlo Ancelotti elogiou a postura de Neymar antes de Brasil x Noruega

Carlo Ancelotti saiu em defesa de Neymar antes do duelo entre Brasil e Noruega pela Copa do Mundo. Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o técnico da Seleção Brasileira afirmou que o atacante não está conformado em ficar no banco de reservas, mas destacou que ele tem se comportado bem, treina forte e é visto como uma figura importante dentro do elenco.

Eu estava no quarto do hotel em Nova York, tentando decidir se comprava uma camisa do Brasil discreta ou se me entregava ao verde-amarelo sem medo da polícia da moda, quando chegou o áudio da Mônica Bergamo com Ancelotti chamando Neymar de humilde. Parei com a sacola aberta em cima da cama, porque minha filha, quando o mundo inteiro desce o sarrafo no menino e o técnico resolve elogiar caráter, isso não é detalhe: é pauta com ar-condicionado no máximo e 35 graus esperando lá fora.

A pergunta de Mônica foi direta. Ela quis saber se Neymar estava conformado com a reserva, já que Ancelotti havia comentado que jogadores costumam levar esse tipo de decisão para o lado pessoal e, às vezes, nem cumprimentam o treinador no dia seguinte.
A resposta veio no tom de quem não esconde o incômodo, mas também não transforma isso em crise. “O Neymar não está conformado, mas está se comportando bem, está treinando bem, é respeitoso, é amável, é querido pelos companheiros”, afirmou Ancelotti, segundo o relato da colunista.

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Técnico afirmou que Neymar não está conformado com a reserva, mas treina bem

O treinador ainda chamou o camisa 10 de “um caráter importante na equipe” e disse que Neymar tem qualidade. O trecho que mais chama atenção, porém, é o elogio à postura pessoal do jogador. Ele disse que Neymar é “muito humilde” e que está “muito contente” com o atacante.

Olha, eu sei que tem gente lendo isso e engasgando no café. Neymar e humildade na mesma frase sempre produzem curto-circuito nacional, porque o brasileiro transformou o jogador numa espécie de teste de paciência coletiva. Se joga, reclamam. Se não joga, reclamam. Se sorri, é debochado. Se fica sério, está de bico. Agora vem Ancelotti, com aquela calma de senhor italiano que parece resolver incêndio com guardanapo de linho, e diz que o moço é humilde.

E não parou aí. Ancelotti também confirmou que Neymar já está em condição de jogar uma partida inteira. A dúvida não é física no sentido de estar proibido, mas estratégica: quando colocar, por quanto tempo e em qual cenário.
“O importante é que ele pode jogar. Quanto tempo ele vai jogar, ninguém sabe. Ele tem experiência para manejar minutos de jogo, para manejar o ritmo. Quando eu entender que a equipe precisa dele, eu vou colocar ele em campo”, disse o técnico.

Na prática, isso mantém Neymar como arma de banco para o jogo contra a Noruega, mas sem fechar a porta para uma participação maior. Ancelotti não revelou escalação, como era óbvio, mas deixou claro que o camisa 10 está disponível e pode entrar até em um momento decisivo.

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Camisa 10 pode ser usado durante a partida conforme a necessidade da Seleção

Contra o Japão, a comissão optou por preservar Neymar pensando em uma eventual prorrogação. Agora, diante da Noruega, adversária que o próprio Ancelotti enxerga como trabalhosa, o craque pode ser usado conforme a temperatura do jogo.

E temperatura, meu amor, é uma palavra importante. Porque aqui em Nova York, onde eu tento sair para fazer compras sem derreter antes do elevador chegar, já se fala em calor de 35 graus no dia do jogo. Se para mim escolher sandália já virou preparação física, imagina para Neymar manejar ritmo, pressão, expectativa e a sombra eterna de ser Neymar.

O curioso é que, pela fala do técnico, Neymar não virou reserva conformado, dócil e sorridente. Ele está incomodado, como qualquer jogador grande estaria. A diferença é que, segundo Ancelotti, esse incômodo não virou bagunça. Virou treino, respeito e espera.
E eu acho isso mais interessante do que qualquer chilique de bastidor. Porque, nessa altura da carreira, Neymar talvez esteja diante de uma das provas mais difíceis: não ser o centro o tempo inteiro e, ainda assim, continuar importante. Não é pouco. Para quem passou anos carregando holofote, virar peça estratégica exige mais cabeça do que elástico no tornozelo.

Agora é ver se Ancelotti guarda o menino para o momento certo ou se a Noruega vai obrigar o técnico a chamar Neymar antes do previsto. Eu, enquanto isso, vou comprar minha camisa, meu leque e talvez um óculos escuro dramático, porque se o calor subir e Neymar entrar no segundo tempo, Nova York não vai precisar de ar-condicionado: vai precisar de exorcismo coletivo de ansiedade brasileira.

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