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Kátia Flávia
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Goleiro Bruno preso: dois meses foragido e polícia fecha o cerco no RJ

O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi capturado na noite desta quinta-feira em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, após dois meses com mandado de prisão aberto por descumprir as condições do livramento condicional. E olha, gente: foi ao Maracanã à noite que selou o destino dele

Kátia Flávia

08/05/2026 8h20

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Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia | Foto: Divulgação/PMERJ

Estava aqui no Cosme Velho, suco de melancia na mão, televisão ligada como sempre, quando o celular começou a vibrar com a notícia do Bruno preso. Larguei o copo em cima da mesinha de centro e liguei o modo coluna na hora, porque essa história tinha capítulo novo e a coluna não ia deixar passar.

Bruno Fernandes das Dores de Souza foi localizado por policiais do 25º BPM no bairro Porto d’Aldeia, em São Pedro da Aldeia, depois de uma operação articulada entre o serviço de inteligência da PM de Cabo Frio e o serviço de inteligência da PM de Minas Gerais. A ocorrência foi encaminhada à 127ª Delegacia de Polícia, e o ex-jogador, segundo a corporação, não apresentou resistência. Dois meses foragido para entregar mansinho.

O pano de fundo todo mundo sabe, mas vale o registro: a Justiça do Rio revogou o livramento condicional de Bruno em março porque ele descumpriu as condições impostas, entre elas a proibição de viajar para outros estados sem autorização judicial e o recolhimento noturno. E Bruno, corajoso como sempre foi nos piores momentos da própria vida, foi ao Maracanã assistir a uma partida à noite. O mandado de prisão, assinado pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais, estava em aberto desde o dia 5 de março, com validade de 16 anos. No fim de abril, o habeas corpus foi negado pela Primeira Câmara Criminal do TJRJ, e os advogados voltaram a recorrer nesta semana. Enquanto isso, ele estava na praia.

As redes explodiram em minutos. O nome de Eliza Samudio voltou aos trending topics com toda a força e com toda a razão, porque nada do que aconteceu desde a soltura de Bruno apaga o que ele fez. A gente viu muita gente lembrando que ele reclamou de falta de oportunidades no futebol enquanto estava em liberdade, que deu entrevistas como se fosse vítima de um sistema injusto, que tentou construir uma narrativa de redenção que nunca colou de verdade. A internet tem memória longa, e nessa noite ela exercitou essa memória sem dó.

O que a coluna tem a dizer é simples: a conta chegou. Bruno achou que regra era coisa para os outros, que recolhimento noturno era sugestão, que a Justiça ia ficar esperando enquanto ele ia ao Maracanã e cruzava estados. Ficou dois meses achando que tinha escapado, e foi encontrado num bairro litorâneo do Rio. A história de Bruno Fernandes das Dores de Souza tem muitos capítulos, e nenhum deles terminou bem. Não é novidade, e não vai ser dessa vez que vai ser diferente.

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