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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Fafá de Belém detona Rock in Rio pela ausência de artistas amazonenses no festival 

O festival começou na tarde desta sexta (13) no Parque Olímpico, na zona oeste do Rio.

Kátia Flávia

13/09/2024 17h00

O festival começou na tarde desta sexta (13) no Parque Olímpico, na zona oeste do Rio.

Gente, sabemos que o Rock in Rio, um dos maiores festivais de música do mundo, bastante conhecido por sua busca contínua por diversidade e inovação em suas programações. Mas, nesta sexta-feira (13) a recente polêmica envolvendo o festival de música com a cantora Fafá de Belém levantou certos questionamentos sobre a representatividade de artistas amazônicos no evento. 

A cantora não fez questão de disfarçar toda a sua insatisfação com a falta de artistas da Região Norte na programação do Rock in Rio deste ano. Em resposta, o festival ressaltou seu compromisso com a diversidade e relembrou apresentações passadas, como o emblemático Show Pará Pop no Palco Sunset, em 2019, que contou com a participação de grandes nomes do Pará e foi liderado pela cantora Fafá de Belém. 

“Não fizeram um ‘mea culpa’, pelo contrário. Fizeram um manifesto sugerindo que eu queria estar lá. Achei muito grosseiro, muito grosseiro. […] Mas, tudo bem. Minha couraça segura a onda”, disse a cantora. 

Mesmo com todas as críticas, o Rock in Rio divulgou a inclusão de novos artistas da Região Norte, como Victor Xamã, Gang do Eletro e Suraras do Tapajós, em resposta sobre a ausência de maior representatividade amazônica no evento. A inclusão desses talentos destaca o esforço contínuo do Rock in Rio em refletir a diversidade cultural do Brasil. 

Uma das artistas nortistas convidadas para o Rock in Rio, a cantora Gaby Amarantos saiu em defesa do festival. Ela confirmou que recebeu o convite antes das críticas de Fafá de Belém e ressaltou que o evento sempre exaltou a Região Norte. De acordo com Gaby, o festival tem um histórico de promover artistas de várias partes do país, incluindo a Amazônia. 

“Eu já tinha sido convidada pelo festival e ia ser anunciada, quando Fafá se posicionou. O Rock in Rio sempre exaltou as músicas do norte, fez um palco em homenagem à música do norte em três edições passadas, onde eu e Fafá também cantamos. Mas é claro que, por um lado, a colocação dela é importante, porque não é sobre o Rock in Rio, mas todos os festivais, premiações, toda a indústria da música… Não se pode mais fazer nenhum tipo de evento sem ter representatividade da Amazônia. Não é só porque a gente precisa estar lá, mas porque a gente faz parte do Brasil”, disse Gaby.

Gaby afirmou que reconhece a importância da crítica de Fafá, ampliando essa discussão para além do Rock in Rio. Segundo ela, a representatividade da Amazônia e da música nortista é essencial não apenas em festivais, mas em todas as premiações e eventos da indústria musical brasileira. A presença desses artistas é fundamental para refletir a diversidade cultural do país e garantir que todas as regiões sejam devidamente representadas.

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