Dayanne Rodrigues Souza, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, está desaparecida desde quinta-feira (2), em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Familiares divulgaram um pedido de ajuda nas redes sociais e afirmam estar desesperados em busca de informações sobre o paradeiro dela.
Eu estava no quarto do hotel em Nova York, tentando organizar sacolas, carregador, notebook e a bagunça emocional que uma viagem dessas produz em cima da cama, quando essa notícia apareceu no celular. Parei tudo. Porque o nome Dayanne Rodrigues já carrega um passado pesado demais na memória do país, e agora volta aos assuntos não por fofoca de celebridade, mas por desaparecimento, carta de despedida e uma família em pânico.

O alerta publicado nas redes foi direto. “A família está desesperada e qualquer informação pode fazer a diferença”, dizia o comunicado compartilhado por pessoas próximas. Dayanne foi vista pela última vez em Ribeirão das Neves. Até agora, não há confirmação pública sobre onde ela possa estar nem sobre as circunstâncias do desaparecimento.
O caso ganhou contornos ainda mais delicados depois que o atual marido de Dayanne relatou ter encontrado cartas de despedida escritas por ela. De acordo com informações atribuídas ao jornal O Tempo, ele também teria localizado no celular deixado pela mulher supostas mensagens de agiotas, o que aumentou a preocupação da família.
Dayanne ficou conhecida nacionalmente por ter sido casada com o goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio. Ela chegou a ser presa em 2010, acusada de sequestro e cárcere privado no processo ligado ao desaparecimento e assassinato de Eliza, mas acabou inocentada.
Esse histórico faz o nome dela reaparecer imediatamente cercado de sombras. Mas aqui é preciso separar as coisas: hoje, a notícia é o desaparecimento de uma mulher, mãe, com familiares pedindo ajuda e um marido preocupado com sinais deixados antes do sumiço.
Dayanne é mãe de Bruna Vitória, de 18 anos, e Maria Eduarda, de 17, filhas do relacionamento com Bruno. As duas também entram nessa história como parte de uma família que agora busca respostas.
O caso Eliza Samudio segue como uma das páginas mais brutais do noticiário brasileiro. Eliza foi morta em 2010, e Bruno foi condenado em 2013 por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Dayanne, porém, foi absolvida das acusações contra ela.
Por isso mesmo, qualquer atualização envolvendo seu nome mexe com uma memória coletiva dolorida. Mas desaparecimento não é terreno para chute, torcida ou linchamento. É caso de urgência, informação checada e cuidado com cada palavra.

Até o momento, a principal orientação da família é que qualquer pessoa com informações sobre Dayanne procure os canais oficiais ou entre em contato com os familiares. O que se sabe é pouco, mas já é suficiente para acender o alerta: ela sumiu, deixou o celular, haveria cartas de despedida e mensagens preocupantes, e a família está em busca de ajuda.
Eu, daqui de Nova York, fechei o notebook por alguns minutos depois de ler. Tem pauta que não combina com deboche. Essa tem passado pesado, sim. Tem nome conhecido, sim. Mas, acima de tudo, tem uma mulher desaparecida e gente tentando encontrá-la antes que seja tarde.