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Kátia Flávia
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Da sala de cirurgia para as redes: fantoches viram aliados de cirurgião brasileiro na conversa sobre autoestima feminina

Dr. Josué Montedonio aposta em humor e criatividade para aproximar mulheres do universo da cirurgia plástica.

Kátia Flávia

12/09/2025 17h15

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Para falar sobre cirurgia plástica, o Dr. Josué Montedonio utiliza fantoches em seus vídeos. (Foto: divulgação)

O bisturi é real, o consultório é sério, mas as conversas podem incluir… fantoches. Essa combinação inusitada levou o cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio a conquistar milhões de visualizações nas redes sociais e, sobretudo, a abrir novas portas no debate sobre autoestima e corpo feminino.

Reconhecido por sua atuação técnica e humanizada, o médico desenvolveu uma maneira original de abordar questões sensíveis que, muitas vezes, permanecem silenciadas pela vergonha ou pelo tabu. Em vídeos publicados online, dúvidas comuns sobre lipoaspiração, prótese de mama, lifting facial ou cirurgia íntima são feitas por personagens lúdicos — bonecos curiosos e divertidos que funcionam como porta-vozes das perguntas de pacientes.

Segundo Montedonio, a ideia nasceu da escuta clínica. “Percebi que muitas pessoas tinham receio de se expor. Então pensei: e se essas dúvidas viessem da boca de um boneco? O humor quebra a tensão, aproxima e acolhe. A pessoa ri, mas também aprende e se sente segura”, afirma.

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O médico Dr. Josué Montedonio aposta em humor e criatividade para se aproximar das pacientes. (Foto: divulgação)

O resultado é uma comunicação acessível, leve e, ao mesmo tempo, profundamente afetiva. Para muitas mulheres, os vídeos tornaram-se o primeiro passo em direção a reflexões sobre autoestima e escolhas pessoais. “Autoestima não é futilidade. É sobre se olhar no espelho e se reconhecer. A cirurgia plástica, em muitos casos, representa esse reencontro com a mulher que foi deixada em segundo plano — seja após a maternidade, um trauma ou anos de autonegação”, explica.

O impacto ultrapassa as redes sociais. Especialistas destacam que o trabalho do médico traduz uma tendência contemporânea: aproximar a ciência do cotidiano, sem abrir mão do rigor técnico.
“A beleza não deve ser sobre padrões impostos, mas sobre liberdade e consciência. Cada mulher tem o direito de escolher o que a faz sentir-se bem, por dentro e por fora”, reforça Montedonio.

A abordagem singular do cirurgião evidencia como medicina, empatia e humor podem caminhar juntos. E mostra que, às vezes, um boneco pode abrir diálogos que nem sempre cabem em uma mesa de consultório.

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