Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes, foi localizada após três dias desaparecida. Segundo a Polícia Civil, ela deu entrada em um hospital de Belo Horizonte na noite de sábado (4/7), mas ainda não foram divulgadas informações sobre seu estado de saúde nem sobre as circunstâncias em que foi encontrada.
Eu tinha acabado de descer para ver o cardápio do almoço sem compromisso com decisão nenhuma, porque ainda era cedo demais para entrar no modo estádio, quando a notícia apareceu no celular e mudou o peso da manhã. Parei na entrada do restaurante do hotel, li “ex-mulher do goleiro Bruno” e “hospital”, e senti aquele frio de caso antigo voltando pela porta da frente. Minha filha, tem nome que nunca aparece sozinho: sempre traz uma sombra junto.

Dayanne, de 39 anos, estava desaparecida desde a manhã de quinta-feira (2/7), quando saiu de casa em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo relato do marido à Polícia Militar, ela deixou os filhos aos cuidados da mãe e não foi mais vista.
O caso vinha sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais como desaparecimento voluntário. Até a confirmação da entrada dela no hospital, a corporação afirmava que não havia indícios de crime.
O boletim de ocorrência, porém, trouxe detalhes que aumentaram a preocupação. O marido de Dayanne disse ter encontrado o celular da esposa em casa. No aparelho, segundo o relato, havia mensagens de supostos agiotas cobrando dívidas.
Ele também afirmou ter localizado cartas com conteúdo de despedida. Em uma delas, Dayanne teria escrito que vinha sofrendo ameaças e pedido proteção para os familiares. O documento tinha data de 2 de julho, o mesmo dia do desaparecimento.
Eu sentei na primeira cadeira que vi, porque essa mistura de sumiço, carta, ameaça e agiota não tem como ser tratada como nota fria. É o tipo de história que começa com uma informação objetiva e, em dois parágrafos, já abre um corredor inteiro de perguntas.

Dayanne foi casada com Bruno Fernandes em 2010. Ela chegou a ser presa durante as investigações do caso Eliza Samudio, mas acabou absolvida pela Justiça. Desde então, o nome dela ficou ligado a um dos episódios criminais mais conhecidos do país.
Por isso, qualquer nova notícia envolvendo Dayanne ganha uma camada extra de tensão pública. O reaparecimento em um hospital traz alívio por ela ter sido localizada, mas ainda deixa muitas lacunas abertas: onde ela esteve, como chegou à unidade de saúde, qual é seu estado clínico e o que aconteceu nesses três dias.
Até a última atualização, a Polícia Civil não informou o nome do hospital onde Dayanne foi atendida. Também não detalhou se ela já foi ouvida, se segue internada ou se houve mudança na linha de investigação.
Eu sigo aqui em Nova York, tentando lembrar que hoje ainda tem Brasil x Noruega, mas tem pauta que puxa a gente para outro lugar. Essa não é fofoca de risada, é fofoca de apreensão. Reaparecer é uma boa notícia. Agora falta saber o que aconteceu no caminho.