Eu cheguei e já senti o clima de primeiro capítulo de novela cara. Luz vermelha piscando, gente importante fingindo normalidade e aquela sensação deliciosa de que todo mundo ali tinha algo a provar. A abertura do Camarote Alma Rio 2026 foi comandada por Alessandra Pitelli, que entrou com postura de diretora geral e sorriso de quem sabe onde pisa. Vinte e seis anos de Carnaval nas costas não são detalhe, são currículo que pesa mais que abadá.

No cercadinho do poder, Pedro Cardoso, Marcelo Fonseca e Álvaro Garnero circulavam como se a Sapucaí fosse sala de estar. O Grupo Live estava representado por Guga Pereira e Wilson Anastácio, dupla que entende de bastidor e sabe exatamente onde a câmera vai parar. Eu chamo de elenco fixo do Carnaval premium, sempre no quadro certo, sempre no ângulo que valoriza.

A pista de abertura veio com assinatura de Heavy Love, curadoria com cara de clube internacional e repertório que não pede licença. DJ Sô Lima, Nepal, Topical e Gaspar Muniz B2B Ubuntu entregaram som para quem dança olhando a avenida e para quem dança olhando quem está dançando. Nesse camarote, até o balanço do corpo vira networking.

O Alma Rio segue apostando alto. Três andares, vista privilegiada para a Marquês de Sapucaí, open bar premium, gastronomia assinada pelo Capim Santo com buffet da chef Morena Leite e SPA para quem precisa retocar o ego antes do próximo flash. O espaço funciona como ponto de encontro de empresários, artistas e formadores de opinião, todo mundo fingindo casualidade enquanto mede território.

Eu saí com a certeza clássica de colunista calejada. O Carnaval começou ali, com brilho calculado, sorrisos ensaiados e aquela velha disputa silenciosa para ver quem manda mais. No Alma Rio, quem piscou perdeu o close.















