Eu desembarquei de Nova York completamente acabada. Depois de dias acompanhando a cobertura da Copa, confesso que a única coisa que eu queria era tomar um banho, desfazer a mala e dormir por umas doze horas seguidas. Eu até fui convidada para o encontro, mas não teve corpo para atravessar a cidade e aparecer no evento. Infelizmente, precisei abrir mão da noite. Bastou o celular começar a receber as fotos do Jantar Preto, porém, para eu esquecer um pouco do cansaço. E vou dizer: perdi uma daquelas noites que a gente lamenta não conseguir encaixar na agenda.
Na última segunda-feira (6), Bárbara Brito e Bella Campos promoveram uma edição inédita do Jantar Preto, projeto que, pela primeira vez, reuniu exclusivamente mulheres negras de destaque da moda, da comunicação, do entretenimento, do empreendedorismo e da cultura. O encontro aconteceu no Baretto, no Hotel Fasano, em São Paulo, em uma noite marcada por conversas, conexões e celebração.

Entre as convidadas estavam Thelminha, Kenya Sade, Valéria Almeida, Paula Lima, Luanda Vieira, Rita Carreira, Sasha Vilela, Aline Patriarca, a rapper Julia Costa e outras mulheres que vêm transformando seus setores por meio da criatividade, da liderança e do impacto social.
Enquanto eu passava as fotos uma a uma, uma coisa me chamou atenção. Não era apenas uma lista de famosas reunidas no mesmo lugar. Era uma mesa formada por mulheres que ocupam espaços importantes em áreas completamente diferentes e que decidiram transformar a noite em um momento de troca, fortalecimento e celebração.


O encontro marcou as comemorações do Mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e ainda contou com apresentações de Agnes Nunes e da dupla Tasha & Tracie. A edição também teve patrocínio da TV Globo, que apresentou a novela Por Você, próxima trama das sete.
“Ver tantas mulheres negras reunidas, celebrando suas conquistas e criando novas conexões é a materialização do propósito do Jantar Preto. Essa noite foi sobre reconhecer nossa potência e continuar abrindo caminhos para futuros ainda mais possíveis”, destacou Bárbara Brito.
Idealizado como um espaço de pertencimento e prosperidade, o Jantar Preto nasceu com a proposta de criar conexões genuínas entre mulheres de diferentes trajetórias, fortalecendo uma rede de apoio e valorizando histórias que ajudam a transformar a sociedade.
Confesso que fiquei com aquela sensação clássica de quem olha as fotos no dia seguinte e pensa: “essa eu perdi”. Mas, pela repercussão que esse encontro já começou a gerar, tenho a impressão de que essa não será a última edição. E, da próxima vez, prometo não deixar nem o fuso de Nova York me impedir de aparecer.