Eu estava naquele modo clássico de sábado de reality, meio desligada, meio cúmplice do caos, quando o BBB resolveu puxar o freio de mão do entretenimento e entrar direto no campo da apreensão real. Alberto Cowboy passou mal na sala, caiu no chão e ficou sem conseguir respirar. A casa congelou. O clima virou outro. Nada de jogo, nada de estratégia, só gente tentando entender o que estava acontecendo.
O susto veio antes da grande final da Prova do Anjo. Durante a refeição, Cowboy começou a engasgar, levantou com dificuldade e demonstrou claramente falta de ar. Em segundos, Edilson Capetinha, Jonas Sulzbach e Babu Santana o conduziram até o confessionário para que a produção assumisse a situação. Ali, o reality virou prioridade médica, como manda o manual da vida fora da TV.
Dummies e equipe médica entraram em ação, e o participante chegou a recusar a manobra de Heimlich. Depois, já mais calmo, explicou que o problema não era alimento preso, mas um fechamento da glote, algo que, segundo ele, acontece em sua família e já havia se repetido em sua passagem pelo BBB 7. Informação que muda o contexto e explica o desespero coletivo daqueles minutos.
Enquanto isso, a casa viveu um colapso emocional. Gabriela Saporito chorou, chamou Cowboy de pai e demonstrou forte preocupação. A produção informou que ele estava bem e, pouco tempo depois, o participante retornou ao confinamento, ainda abalado, mas consciente. O tipo de retorno que não apaga o susto, só confirma que passou.
Tadeu Schmidt chegou a questionar se Cowboy tinha condições de disputar a final da Prova do Anjo. Ele confirmou que queria seguir no jogo e ainda verbalizou o desejo clássico de quem leva um baque desses, um vídeo da família. Porque no BBB, até depois de um susto real, o emocional fala alto e a dramaturgia se impõe.