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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Aluno da UFRA é preso após perseguir e ameaçar uma professora

Segundo depoimento da vítima, o rapaz não aceitou ter sido reprovado em matéria ministrada por ela em 2025

Kátia Flávia

09/07/2026 17h15

sem titulo

Aluno é preso em flagrante após denúncia de perseguição a professora.

Amores, estou aqui em casa assistindo a nova temporada de Chicago P.D na companhia da minha gata Aurora, quando recebo um áuido de uma amiga minha lá de Belém sobre um caso de stalking na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)

Tudo começou quando um aluno do campus de Paragominas foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Pará suspeito de praticar o crime de perseguição, conhecido como stalking, contra uma professora da instituição. O crime está previsto no artigo 147-A do Código Penal Brasileiro e pune quem persegue alguém de forma reiterada, ameaçando sua integridade física ou psicológica, com pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa.

De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência começou após a Polícia Militar ter sido acionada pela universidade e informou que um estudante estaria importunando uma docente durante um evento realizado no campus. Assim que chegaram no local, os policiais fizeram os primeiros levantamentos e conduziram as partes para a Delegacia de Polícia Civil de Paragominas.

Em depoimento, a professora relatou que o suspeito ficou inconformado com uma reprovação em disciplina ministrada por ela em 2025. Segundo a vítima, essa situação deu início a uma série de comportamentos destinados a desestabilizá-la emocionalmente.

A docente comentou que, nos últimos meses, o aluno havia deixado bilhetes em seu veículo, realizado filmagens não autorizadas em sala de aula, arrastado móveis e batido portas durante as aulas, além de enviar mensagens em tom considerado ameaçador e fazer repetidas solicitações de amizade pelo Instagram.

Ela chegou a solicitar um pedido de medidas protetivas em 2025, mas a Justiça as revogou sob o entendimento de que não havia contexto de violência doméstica e familiar, já que a relação entre os envolvidos era exclusivamente acadêmica.

Nesta semana, o aluno teria se aproximado novamente da professora com o objetivo de provocá-la durante um evento da instituição. A aproximação teria sido impedida pelo marido da docente, que também estava no local,provocando uma breve discussão e o acionamento da Polícia Militar.

Após analisar os depoimentos e o histórico apresentado pela vítima, a Polícia Civil entendeu que havia indícios suficientes da prática do crime de perseguição em sua forma majorada, por ter sido cometido contra uma mulher, circunstância prevista no §1º do artigo 147-A do Código Penal.

O estudante foi preso em flagrante e o caso seguirá à disposição do Poder Judiciário e do Ministério Público para as providências cabíveis.

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