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Fim de ‘La Casa de Papel’, primeiro sucesso mundial da Netflix em língua não inglesa

Primeiro sucesso mundial da Netflix em um idioma diferente do inglês, “La Casa de Papel” se despede na sexta-feira (3) com a exibição de seus últimos episódios, depois de abrir o caminho para outras produções como a sul-coreana “Round 6” ou a francesa “Lupin”.

Foto|Reprodução

Produzida inicialmente pela emissora espanhola Antena 3 com um orçamento limitado, a série sobre o roubo da Fábrica Nacional da Moeda e Selos se tornou uma das mais vistas na Netflix após ser comprada pela principal plataforma de streaming do mundo no final de 2017. 

Seu sucesso foi tanto que os macacões vermelhos e as máscaras de Dalí dos ladrões da série, assim como a música italiana “Bella Ciao”, protagonizaram protestos no mundo todo.

“É uma série de idioma não-inglês que foi a primeira que, de forma muito enfática, se tornou um fenômeno global”, explicou Elena Neira, professora de comunicação na UOC (Universidade Aberta da Catalunha, na sigla em catalão).

As personagens Tóquio, Lisboa e Berlim conseguiram até mesmo manter um público que fala inglês, especialmente nos Estados Unidos, pouco acostumado a produções dubladas ou legendadas. 

Primeiro sucesso mundial da Netflix em um idioma diferente do inglês, “La Casa de Papel” se despede na sexta-feira (3) com a exibição de seus últimos episódios, depois de abrir o caminho para outras produções como a sul-coreana “Round 6” ou a francesa “Lupin”. 

Produzida inicialmente pela emissora espanhola Antena 3 com um orçamento limitado, a série sobre o roubo da Fábrica Nacional da Moeda e Selos se tornou uma das mais vistas na Netflix após ser comprada pela principal plataforma de streaming do mundo no final de 2017. 

Seu sucesso foi tanto que os macacões vermelhos e as máscaras de Dalí dos ladrões da série, assim como a música italiana “Bella Ciao”, protagonizaram protestos no mundo todo.

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“É uma série de idioma não-inglês que foi a primeira que, de forma muito enfática, se tornou um fenômeno global”, explicou Elena Neira, professora de comunicação na UOC (Universidade Aberta da Catalunha, na sigla em catalão).

As personagens Tóquio, Lisboa e Berlim conseguiram até mesmo manter um público que fala inglês, especialmente nos Estados Unidos, pouco acostumado a produções dubladas ou legendadas. 

Sucesso inesperado

“Graças ao sucesso de ‘La casa de papel’, eles perceberam que não precisam produzir tudo nos Estados Unidos” para alcançar uma audiência mundial, acrescenta Elena Neira. 

Desde então, a plataforma produziu outros sucessos globais em um idioma diferente do inglês, como “Lupin” e “Round 6”, cuja primeira temporada quebrou um recorde de melhor estreia de uma série. 

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No início, o sucesso da série espanhola não era nada óbvio.

O roteiro “não tem nada de revolucionário”, considerou Elena Neira, mas a série conta “uma história muito universal, que é a luta entre os bons e os maus, onde os bons não são quem parecem ser e os maus não são tão maus como parecem”.

Tudo isso junto a “mensagens relacionadas com o empoderamento feminino, com a camaradagem, com a rebeldia”.

Outra série de sucesso fora do idioma inglês, como a francesa “Lupin”, “inclui muitos elementos de ‘La casa de papel’ a nível de ‘storytelling’: o ladrão que sai impune, o ladrão de colarinho branco” com uma certa moral e que é “muito inteligente”, conclui Neira.

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A produção da Espanha, cujo governo deseja transformar em um centro audiovisual, se beneficiou do sucesso de La Casa de Papel.

A série “colocou a indústria [espanhola] em um lugar que sequer nos atrevíamos a pensar, porque somos um país muito complexo”, explicou o criador da série Alex Piña na terça-feira.

Devido ao sucesso de “La Casa de Papel”, a Netflix escolheu Madri em 2019 para instalar seu primeiro estúdio europeu. 

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A série “confirmou que as histórias podem ser criadas em qualquer lugar do mundo e amadas em todo o mundo”, explicou à AFP o vice-presidente de conteúdos da Netflix na Espanha e Portugal, Diego Avalos, destacando a importância estratégica do espanhol, idioma falado por 500 milhões de pessoas.

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Agence France-Presse








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