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“Transo”: documentário retrata a vida sexual de pessoas com deficiência

Produção estará disponível nos canais Futura e Globoplay

Foto: Divulgação

Afirmar e celebrar a vida sexual da pessoa com deficiência. Esse é o propósito de “Transo”, um dos primeiros documentários brasileiros a abordar o tema e que o Canal Futura lança em sua programação no dia 3 de dezembro, às 22h. A estreia foi definida estrategicamente para coincidir com o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e fortalecer a causa. “Transo” também estará disponível gratuitamente no Globoplay.
Com cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o documentário quebra tabus e explora a vida sexual de 12 participantes. Sem pudor, censura ou vergonha, os depoimentos falam de intimidades, masturbação, brinquedos eróticos, preferências e confirmam o que muitos acreditam não existir: pessoas com deficiência sentem prazer e têm vida sexual intensa. Os participantes afirmam que nunca abriram mão de viver tudo aquilo que o sexo permite. “Transo é impactante. Foi uma produção instigante, reveladora, de quebra de paradigma e de muito aprendizado. É impossível sair dessa experiência sem ser tocado pela potência desse documentário”, revela André Libonati, líder de produção de conteúdo do Futura.

Ao longo de cerca de 75 minutos, o filme reúne depoimentos de brasileiros de diferentes lugares do país, retratando a pluralidade da sexualidade das pessoas com deficiência. Entre os participantes, Siana Leão Guajajara, ativista indígena e defensora dos direitos das pessoas com deficiência, reforça a intenção do documentário em derrubar mais uma camada de invisibilidade e exclusão da sociedade quando se fala em indígenas com deficiência. O influenciador cego Fernando Campos também é um dos entrevistados e, ao combater o capacitismo entre os deficientes visuais, trata a vida sexual com naturalidade, como deve ser. A cadeirante Mona Rikumbi também foi consultora e coprodutora do documentário.

O diretor e documentarista Lucca Messer, ao abraçar o projeto “Transo”, viu uma oportunidade de dar voz a um assunto que ninguém fala e quebrar preconceitos. Também formado em psicologia, fundou em 2019 a ONG “Assim Somos”, agência que representa, capacita e cria conteúdo com artistas com deficiência. “O tema da sexualidade, comumente e intencionalmente omitido, deve ser evidenciado a fim de desmistificar preconceitos, promover a normalização do debate e proporcionar maior autonomia a pessoas com deficiência. Por meio de uma ampla diversidade de participantes, Transo busca não apenas reconhecer, mas também celebrar a vida sexual das pessoas com deficiência”, relata Lucca Messer.






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