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Trombonista Josiel Konrad lança “Boca no Trombone”

Terceiro álbum autoral do cantor e compositor mistura o jazz com os sons e questões da periferia

Foto: Divulgação

O jazz como ferramenta de crítica social, denunciando as injustiças, o preconceito, mas exaltando a força da periferia e a luta diária de seu povo por um futuro melhor. Esse é o ponto de partida de “Boca no Trombone”, terceiro álbum da carreira do trombonista, cantor e compositor Josiel Konrad, que chega às plataformas digitais nesta segunda-feira (27).

Ouça “Boca no Trombone” em todas as plataformas digitais

O novo trabalho do artista é 100% autoral, cantado e instrumental, e traz o encontro da realidade e linguagem periférica com o jazz, em uma abordagem musical contemporânea brasileira. A essência improvisada do jazz alinhada à vida na periferia, onde nasceu, em que o improviso é o ponto de equivalência, onde se vive intensamente em meio às contradições da cidade grande.

“É nesse ambiente que o jazz encontra sua maior inspiração. O acesso à música – no caso, o jazz – nascida na periferia foi cada vez mais se acabando e sendo apropriado pela alta classe da sociedade. O álbum me inspira a sonhar e a lutar por um mundo mais justo e mais igualitário”, pontua Konrad.

Em 13 faixas, o álbum pauta a realidade da periferia em mais estilos musicais, evocando as emoções e as sensações em um universo de cores em sons e culturas, a luta pela igualdade, o enfrentamento ao racismo, expressando a diversidade cultural e a musical brasileira. As participações especiais ficam por conta da cantora Tamy (em “Parle que Sim” e “Midnight Club”), o cantor Matu Miranda (em “Midnight Club”) e o norte-americano Marshall Gilkes, um dos melhores trombonistas do mundo na atualidade (em “Samba de Trombone”).

““Boca no Trombone” é a uma das formas mais singulares que encontrei de me expressar, posicionar e exteriorizar, propondo uma nova experiência na qual toda forma de sentimentos e ideias musicais, às vezes reprimidas em nossas mentes, passam a fazer parte de um enigma a ser explorado musicalmente, filosoficamente e fisicamente”, analisa o artista.

Da Baixada Fluminense para o mundo

Natural da região de Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Konrad deu início a sua carreira solo em 2015. Desde então, já lançou os discos autorais “Timeline”, “Mais Amor”, e o EP “Quando Menino”. Além disso, já se apresentou em palcos importantes no Brasil e no exterior, como o Circo Voador e o Ronnie Scott’s Jazz Club, em Londres. A primeira faceta do seu trabalho surgiu com o Gafieira Jazz, que fazia uma ponte bem suingada entre os mundos dos dois gêneros, unindo Chico Buarque, John Coltrane, Cartola e Miles Davis.

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Em seu primeiro trabalho de estúdio, “Timeline”, ele faz uma reflexão sobre a sua própria jornada musical e de amadurecimento. Já no segundo, “Mais Amor”, retrata sete diferentes tipos de sentimento: Eros, Mania, Philia, Ludus, Ágape, Pragma e Philautia. Esse mergulho pessoal inspirou Josiel a explorar novos caminhos sonoros e estéticos, que resultou no EP “Quando Menino”, em voz e violão com suas primeiras composições cantadas, abraçando de vez a sua brasilidade.






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