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Economia

PIB deverá crescer ‘no mínimo’ 2% em 2020, diz Guedes

O ministro afirmou ainda que os investimentos que estão por vir “vão literalmente tocar fogo na infraestrutura brasileira”

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira, 18, que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no ano que vem será “no mínimo” de 2%. “O crescimento em 2020 será o dobro deste ano. Se em 2019 for 1,2%, então (teremos) 2,4% (no ano que vem)”, pontuou, em entrevista coletiva à imprensa que trouxe uma apresentação de balanço para o ano de 2019.

De acordo com Guedes, esta estimativa do Ministério é conservadora.

O ministro afirmou ainda que os investimentos que estão por vir “vão literalmente tocar fogo na infraestrutura brasileira”.

Ao tratar do assunto, Guedes citou a medida provisória (MP) do Saneamento, aprovada no Congresso, que vai, na visão do ministro, “empurrar o Brasil para outro patamar”.

Conforme Guedes, a combinação entre investimentos em saneamento, investimentos em infraestrutura e juros baixos fará disparar uma “onda” de investimento privado doméstico e internacional. “Vem uma onda de investimento privado no ano que vem”, afirmou.

Também presente na apresentação do balanço de 2019 com outros secretários do Ministério da Economia, o do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que o PIB do Brasil deve crescer “pelo menos” 2,5% em 2020.

Mansueto se disse, inclusive, mais otimista que o próprio Ministério da Economia, após a fala de Guedes.

Ao tratar do ano de 2019, Mansueto pontuou que o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais, e a crise da Argentina – um importante importador de produtos brasileiros – “tiraram crescimento do PIB neste ano”.

Ao analisar as conquistas do governo em 2019, Mansueto também citou a aprovação da reforma da Previdência no Congresso. “O Brasil fez reforma da Previdência sem grandes protestos. Conseguimos convencer a sociedade que era importante fazer a reforma”, afirmou.

Além da reforma da Previdência, Mansueto citou o andamento de várias propostas que estavam paradas na Câmara e no Senado nos últimos anos, como as que tratam de agências reguladoras e duplicatas eletrônicas. “Colocamos na pauta econômica discussões que, há 2 ou 3 anos, eram impossíveis começar”, afirmou. “Há 3 anos, era impossível falar de independência do BC. Privatização era impopular. Hoje, podemos começar este debate”, acrescentou. “Começamos a ter bom ambiente político para andar com projetos na Câmara e no Senado.”

Mansueto é o único secretário, entre os presentes na entrevista à imprensa, que não é especial, na hierarquia atual do ministério. Ainda assim, ele ficou ao lado de Guedes na mesa de entrevistas.

Guedes prevê déficit entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões menor em 2019

O ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou nesta quarta-feira, 18, que o déficit primário do Governo Central será entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões inferior ao originalmente projetado para 2019. A meta do Governo Central para este ano era de déficit de R$ 139 bilhões.

“É perfeitamente possível promover ajuste fiscal estimulando crescimento econômico, empurrando crescimento privado, crédito privado”, afirmou Guedes, durante coletiva de imprensa. “Buscamos agudizar tudo (ajuste), mas compatível com crescimento econômico”, acrescentou, em entrevista coletiva à imprensa ao lado de secretários do ministério que trouxe uma apresentação de balanço para o ano de 2019.

Guedes fez ainda um balanço das ações promovidas em 2019 e citou objetivos do ministério para o próximo ano. “O ano foi difícil, duro, mas foi extraordinariamente produtivo. Encontramos dificuldades pela frente, mas também muita ajuda”, disse Guedes. “Fizemos reformas estruturais importantes. Mas o mais importante é o seguinte: nem começamos.”

Segundo ele, o secretário especial de Desestatização, Salim Mattar, vai acelerar as privatizações em 2020. “Salim cumpriu a meta dele e vem aí com o ‘fast track'”, afirmou. “O Salim está dobrando a meta dele.”

Ao citar o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, Guedes o qualificou como o “senhor reforma”. “Tem que dar uma desligada nele, senão vai reformar o Natal também”, brincou.

Já o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, tem como desafio, conforme Guedes, colocar o Brasil entre as 50 melhores economias para fazer negócios.

Em relação ao secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, Guedes afirmou que ele “já sabe onde vai arrumar para derrubar o déficit primário”. “O Waldery vai reduzir mais o déficit”, disse

Além disso, Guedes afirmou que o secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo, “já tem um plano B se acontecer alguma coisa nessa nossa região”. Guedes não entrou em detalhes, nem deixou claro se a referência feita era ao Mercosul.

O ministro da Economia afirmou ainda que a reforma administrativa será encaminhada “sem mexer em direitos adquiridos”. Além disso, pontuou que muitas iniciativas do governo ainda são subterrâneas. “(Muita coisa) está sendo subterrânea, não está sendo falada muito, mas vai fazer efeito”, disse Guedes, citando o saneamento como um dos exemplos.

Estadão Conteúdo


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