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Vídeos: Marinésio, sobre morte de Genir: “Não sei o que me deu”

Parte do depoimento do assassino confesso de mulheres no DF vem à tona

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Divulgação/PCDF
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Willian Matos
redacao@grupojbr.com


O depoimento de Marinésio dos Santos Olinto, de 41 anos, assassino confesso de Letícia Sousa Curado Melo, 26, e Genir Pereira de Sousa, 47, veio à tona nesta quarta-feira (28). Nele, o suspeito fala sobre o dia em que matou Genir. Confuso em alguns momentos, ele não sabe explicar porque tirou a vida da vítima. “Não sei que diabos que deu, não”.

Marinésio conta aos agentes da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) como foi o contato com Genir, morta no dia 12 de junho. Ele diz que estava voltando para Planaltina, quando ela deu a mão pedindo carona. Afirmou, também, que não a conhecia, e que imaginou que ela fosse prostituta — sem explicar o porquê de ter pensado de tal forma.

“A gente começou a trocar ideia dentro do carro, conversando de lá para cá, conversando sobre ficar junto. Aí ela disse: ‘para em algum lugar que a gente fica’. Aí a gente subiu perto de um milharal que tem ali depois dos eucaliptos [região de Planaltina], a gente ficou de boa lá”, disse.

Perguntado se teve relações sexuais com Genir, Marinésio diz que sim, e acaba comentando sobre o momento em que matou ela.

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“A gente teve, e tudo, entendeu? Aí depois fiquei transtornado e mudei… não sei o que foi, não.”

Posteriormente, ele dá mais detalhes. Conta que matou a vítima minutos após o suposto ato sexual. “Ela vestiu a roupa, a gente tava conversando… Aí eu apertei ela, não sei que diabo foi que deu, não [sic]. Quando eu olhei, já tava feita a merda”, relata.

Ainda sobre o ato, Marinésio fala que se tratou de uma relação sexual comum — portanto, sem motivação alguma para matá-la. “Foi uma coisa que deu em mim, aconteceu”, conta. Questionado sobre como matou, ele simula um golpe de mata-leão com o braço esquerdo e diz “pelo pescoço”, confirmando que apertou a vítima até ela morrer asfixiada.

Genir, segundo Marinésio, não reagiu ao crime. Ele lembra a cor do cabelo dela (vermelho) e o que ela vestia quando foi abordada, entre 21h e 22h de quarta-feira, 12 de junho. O suspeito não consegue explicar, no entanto, o que aconteceu com os objetos da vítima. Ele diz que ela largou tudo para trás, mas os pertences não foram encontrados no local onde os dois se encontraram.

Por fim, Marinésio contando que tirou o corpo de Genir do carro, deixou no local em meio a um matagal e foi embora normalmente.

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Confira os vídeos:

Outras vítimas

Além de Genir e Letícia, outras mulheres denunciaram Marinésio. Entre elas, uma adolescente de 17 anos. A jovem foi estuprada e ameaçada com uma faca pelo suspeito.

É possível que haja mais vítimas de Marinésio. As investigações seguem.




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