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Cidades

Vídeo: famílias de jovens mortos por policiais pedem justiça

Jéssica Antunes
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Amigos e familiares de Jessyka Laynara da Silva, morta pelo ex-noivo, e de Gustavo Gero Soares, assassinado ao defender um amigo de ataques racistas, se uniram em passeata por justiça neste fim de semana. A dor da perda recente uniu as famílias dos dois jovens de 25 anos, bem como o fato de ambos terem sido mortos por policiais. O grupo se concentrou na QNL 9/11, em Taguatinga, às 15h de sábado, e seguiu em direção ao cemitério da cidade, onde as vítimas estão sepultadas.

Vestidos de branco, com apitos, balões e faixas, o grupo de 150 pessoas ocupou uma faixa da pista e foi acompanhado por uma viatura da Polícia Militar. Em seguida,  sempre com gritos de “justiça”, eles bloquearam a Avenida Hélio Prates nos dois sentidos. Sob a passarela de acesso ao Cemitério Campo da Esperança, rezaram o Pai Nosso. O ato teve apoio de motoristas de veículos afetados pela obstrução, que fizeram buzinaço.

“Dessa vez fomos às ruas por todas as Jessykas e por todos os Gustavos, ambos assassinados por policiais, que tiveram um treinamento, um ensinamento de boa conduta, que entraram pra esse trabalho para proteger as pessoas, mas esses dois em especial, resolveram acabar com a vida de pessoas inocentes, acabar com a vida de toda uma família”, desabafou uma irmã da jovem.

Jessyka (à direita) foi morta pelo ex-noivo, Ronan Menezes (à esquerda) Foto: Reprodução

Caso Jéssyka

Jéssyka Layanara foi morta pelo ex-namorado, o soldado da Polícia Militar do Distrito Federal Ronan Menezes. Eles tinham terminado um relacionamento de 6 anos, mas ele teria tentado reatar após ter agredido a vítima várias vezes. Na tarde de sexta feira, 5 de maio, Ronan foi à casa dela, em Ceilândia, e atirou na jovem. O assassino se apresentou no 10º Batalhão da Polícia Militar de Ceilândia no mesmo dia e seguiu à 24ª Delegacia de Polícia, onde permaneceu calado durante o depoimento. Depois, o militar foi para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda.

Caso Gustavo

Gustavo Gero Soares morreu com tiros no peito ao tentar defender um amigo de ataques racistas. O acusado é Paulo Roberto Gomes Bandeira, policial civil de Goiás afastado para fazer tratamento para ansiedade. O crime aconteceu no sábado, 12 de maio. A discussão começou quando Gustavo urinou em um muro. Os dois chegaram às vias de fato após Bandeira falar “olha aquele neguinho ali, ô raça ruim” a um amigo negro da vítima, segundo depoimentos. O policial buscou uma arma dentro do carro e disparou no meio da rua. O agente está preso preventivamente.

Gustavo foi assassinado por um policial com histórico de transtornos Foto: Reprodução

 

 

 

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